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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em cima de 2.2 de pneu

Sem nenhum objectivo específico para provas ou alguma coisa do género, as voltas durante a semana diminuíram. Restam os fins de semana, os domingos mais especificamente, ainda mais especificamente, domingo ao fim da tarde.
Na semana passada saí na bicla de estrada, andei na ciclovia e o resultado foi um furo. Há pessoal que se diverte a atirar garrafas para a ciclovia... Como os pneus furados não se remendam sozinhos, levei a Gary Fisher, e ainda bem que o fiz. Já tinha saudades. A volta foi curta, não me entendi com o Garmim, por isso não tenho o trajecto da volta.
Enchi o bidon, mas ficou na cozinha, por isso parei na Ponte Nova e em São Pedro de Moel.
Segui para Água de Madeiros.
Uma das praias dos meus tempos de Teenager.
Quando cheguei à praia das Paredes da Vitória, e na ausência do bidon...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Trek - Fisher Collection



Se por um lado tenho pena do fim da Fisher como marca, fico contente por saber que as 29ers muito provavelmente estarão de volta a Portugal. Vamos ver como será!!!
Já estou a fazer contas de cabeça...

Mais informações no site da Trek.

domingo, 25 de abril de 2010

Fisher Bikes



Podem até já não ser comercializadas em Portugal, mas lá que gostava de ter uma destas, gostava. Tal como o senhor que dá o nome as suas bicicletas são independentes e únicas sem medo de serem aquilo que devem ser.

domingo, 11 de abril de 2010

Maratona de Oliveira de Azeméis

Furei a 13kms do fim, ainda andei a dar à bomba umas 9 vezes, meti uma câmara de ar mas também não consegui meter ar... Resultado, 3 ou 4 kms a andar até à meta, terminei com 4:47.
Andei a pedalar com o João da LusaVouga, estávamos a fazer um bom trabalho os dois, tipo, ora puxo eu ora puxas tu. Mas depois com a situação do furo lá se foi embora, terminou com um tempo abaixo das 4 horas...
Trouxe o lixo comigo. Fui-me sempre hidratando bem. desta vez só roupa de Verão, nada de capas, manguitos ou pernitos! Também me fui alimentando bem com gels, num dos últimos postos de abastecimento comi uma laranja e uns cubos marmelada.
Amanhã conto mais, a prova no Garmin.

domingo, 21 de março de 2010

Maratona do Centro 2010

Missão cumprida, mas um jersey de Inverno num dia de Primavera, não foi a melhor escolha. Desidratei-me e as caimbras instalaram-se durante os 50 kms finais. Quase nessa altura e por causa da lama, apareceram os chupões da corrente. Resultado, muitas das subidas finais feitas a pé.
Adorei a primeira hora e meia, consegui manter um ritmo como eu nunca tinha conseguido a aselhice do jersey impediu-me de fazer um pouco melhor. Mas acabei com a sensação de ter conseguido os meus objectivos.
Adorei a minha Gary Fisher desta vez com a pressão correcta nos pneus (20/24 psi) mesmo com o pneu de trás quase careca aguentaram bem. A maior parte das subidas foram feitas sem o Propedal a trabalhar. Tal como a suspensão, o conjunto funcionou bastante bem e "comeu" as pedras. Tanto a subir como a descer. E que descidas, a bicla voava, mesmo com calhaus grande, ela aguentou-se maravilhosamente bem!!!Adoro a minha bicicleta!!! Melhore que esta só uma Superfly FS100 ou uma HI-FI deste ano que tem exactamente a mesma geometria que a Superfly.
No final falei rapidamente com uns amigos e meti-me no carro.
Tinha o sol da minha vida à minha espera em casa dos avós.

Tempo: 05:42:37
Distância: 74,78 km
Ganho de elevação: 2.299 m
Calorias: 3.740 C
Uma grande dor de pernas...

A volta no Garmin.

domingo, 14 de março de 2010

O regresso à pedra e lama!

Sábado ás 8:30 estava em Leiria no ponto de partida para a Maratona do Centro.Os meus colegas de volta são o António e o famoso Sr. Agostinho. Objectivo do dia, fazer o reconhecimento da maratona.
Bicla lavada e lubrificada prontinha para a volta do dia. O track para a maratona está disponível para download. Finalmente vou dar uso à navegação por GPS do Garmin 705.
Que saudades de andar na terra. Tenho adorado andar na Trek de estrada, mas pedalar com lama, areia, gravilha e lama debaixo de mim com a Gary Fisher era uma sensação que há muito não tinha.
A primeira lama nas pernas e sapatos, que bom!!!
Os meus companheiros de volta!
Pneu perfeito para rolar... Quase não faz atrito... Meti pressão a mais, 30 à frente e 35psi atrás. No dia da prova levarei qualquer coisa mais perto de 27, 30psi. Os meu próximos pneus? Talvez os 29-3 da Bontrager.
Bem, o dia foi excepcional, sol e algum frio. Um engano na altura em que a prova que fazia um 8, se cruzava. Fez-nos pedalar mais uns quilómetros. O GPS a certa altura deixo de dar 50 kms para o fim para passar a dizer 7 kms!!! Disse isso ao António mas como ele tem um Garmin mais antigo, não ligou. Afinal o GPS até tinha razão, passamos do trilho da maratona para o da meia-maratona... Cruzámo-nos com um grupo de 3 um era o Zé Miguel da Marinha Grande e o Chico, meu colega de turma do Ciclo e do 7º ano! Gostei, já não o via à uns aninhos! Valeu a chamada de atenção deles para o facto de estarmos um pouco desviados da rota...
Lá tivemos que cortar caminho, o regresso ao trilho correcto foi bem perto da subida da Maunça, e que subida!!! Serviu para durante 18 minutos subir 250 metros de acumulado com inclinações acima dos 20% e uma média de frequência cardíaca de 173bpm...
Depois de mais uma fantástica descida de pedra, parámos para nos reabastecer num café local. Uma Coca-Cola e uma sandes de queijo fresco! Que bom! Mais umas pedaladas e estamos a cruzar a estrada que vai para Fátima, pouco tempo depois é a segunda subida digna desse nome, mais sofrimento, o suor no olhos é que dá cabo de mim!
Encontrámo-nos mais com mais um grupo amigo, estavam parados porque um deles tinha furado. Mais conversa!
O Zorze, provavelmente o maior entusiasta das Trek 9.9 do mundo!!!
Apesar das Treks estarem bem representadas havia por lá uma outra beleza americana. Arrancámos e pouco depois passam eles a alta velocidade! Foram 7 horas bem passadas, e 6:14 a pedalar, velocidade média de 13kms por hora, com os enganos, o que deveria ter sido 72kms passaram a 87...A maratona vai ser dura... Quem estiver para escolher esta maratona para fazer pela primeira vez os 70 kms em btt talvez deva escolher uma outra prova.
Hoje ás 8:45 estava na rua para ir até à Nazaré, foram mais duas horas de volta, já deu para dizer olá a alguns amigos das pedaladas! Ainda deu para levar a minha pequenina a pedalar de manhã e ir ver o espectáculo Canta o Galo Gordo a Leiria à tarde. Acompanhem a digressão que eles estão a fazer, as músicas são simples e bem interessantes.

sexta-feira, 12 de março de 2010

No twitter do Gary

Andei a passear no Twitter do Mr. Gary Fisher. Ficam aqui algumas fotografias dele.A Superfly do outro Mr... Mr. Lance do braço forte.
Pelo logotipo da Trek esta foi do Bush. Acho que já cheguei a ver uma foto dele com ela...
O próprio sempre a curtir!!!
O lendário Ned Overend e ele.
Gostei do conjunto dourado!

Bom fim de semana, divirtam-se e pedalem qualquer coisa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Gary Fisher Paragon Vende-se

Tenho uma amigo meu que tem esta Gary Fisher Paragon de 2009 para venda.
Está equipada com Fox RL, Sram X9, Juicy 3, e com o guiador Bontrager Race Lite Big Sweep, 640mm width, 12d backsweep, 31.8mm( estes 12ºs dão cá um jeito!)
O tamanho é um 17,5"/M, eu tenho 1,82 com 85cm entre pernas e a minha GF Hifi tem a mesma medida, a única modificação foi um avanço com 100 mm em vez do de 90mm que vem de origem.
A verdade seja dita, esta bicicleta está bem mais bonita do que o modelo de 2010...

Só teve 3 saídas e está como nova e é da zona da Marinha Grande. A razão para esta venda é que ele gostou de mais de andar em 29er e por isso quer desfazer-se desta para conseguir comprar uma ainda mais topo de gama.
Quem estiver interessado na Paragon 29er, pode-me enviar um email:
asminhaspedaladas@gmail.com

Eu não fico com ela porque estou a pensar numa outra bicicleta...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Superfly 100 FS 29er

Superfly 100Estou sem palavras...

13 minutos de explicação.

Mais imagens aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Gary Fisher 29er - Novos modelos

Mais um modelo 29er da Gary Fisher em carbono.
Dois anos depois da Superfly em carbono, chega a altura da Hi-Fi 29er em carbono.
Estará disponivel nos EUA em Setembro.

terça-feira, 12 de maio de 2009

As minhas 24 Horas em Castelo Branco

Considerem o primeiro post sobre este assunto a versão curta, e esta a versão longa. Poderia sintetizar mais este post, mas não sou capaz pois acho que alguns de vocês são como eu e gostam de saber todos os pormenores. Aqui vai:

Em 24 horas, muita coisa acontece e muita coisa se faz. 24 horas até dá para durar semanas!
As minhas 24 horas no último fim de semana, foram para pedalar em Castelo Branco nas 24 Horas BTT da Horizontes.Ás 9:30 chego a Castelo Branco, já há algumas equipas a preparar as bicicletas e os locais de apoio aos seus atletas. Levanto o chip e procuro um lugar para estacionar. O local para a assistência é feita dos dois lados da descida em direcção há meta. Estaciono o carro começo a preparar as coisas para a minha assistência, faltava a geleira com o almoço e umas latas do Touro Vermelho... Bolas!!! Quanto ao almoço, não havia problema tinha sandes, fruta, barras e gels, mas a cafeína era essencial para aguentar a madrugada mais ou menos acordado. Vejo o António Girão com um saco do Jumbo e pergunto-lhe onde é que ele tinha ido e lá fui eu a pé até ao centro comercial Allegro, serviu de aquecimento.As 11:30 aproximam-se, o Paulo Garcia dá algumas explicações sobre o funcionamento do chip de controlo, que estava numa pulseira presa ao braço direito e que tínhamos que passar por um tapete montado do lado direito, mais próximo do método utilizado as provas dos EUA, com a diferença de que lá o chip está preso à perna e os atletas têm que passar a pé por cima dos sensores. Passo protector solar pelo corpo, besunto os calções com vaselina e as partes de contacto com o selim com creme Barral (gesto repetido inúmeras vezes ao longo do dia...)
12:30 Horas
Partida, lá vamos nós, não penso nas horas que estão pela frente, ainda é cedo para isso, penso sim é que no fim de beber os 2 litros de bebida isotónica terei que parar para me reabastecer. Optei por inicialmente levar o CamelBak. Estava muito calor e queria fazer o menor numero de paragens possíveis. 19 minutos depois estava feita a primeira volta, começo a fazer cálculos para ver quantas voltas teria que fazer para conseguir o meu objectivo que era passar a barreira dos 300 kms. Depressa esse pensamento sai-me da cabeça.
Encontro o João Pina, entusiasta das Single-Speed, com quem já me tinha cruzado no forumbtt e nas 24 Horas de Viseu. Muitos podem pensar que participar a solo é uma aventura demasiado solitária, mas não, antes pelo contrário, aqui a pressa é outra, diferente dos que vêem por equipa que dão o seu melhor em cada volta. Eu e o Pina estávamos com mesmo ritmo, portanto foi fácil andarmos juntos, se um parava para abastecer, o outro continuava para mais tarde nos tornar a encontrar.
O sol está forte e a queimar, o pó é muito, mas de tempos caem algumas gotas do céu, estamos a chegar ás 6 horas de prova, para me prevenir passo pelo carro e agarro o colete impermeável.
O capacete e o sal do suor não jogam bem e a testa começa a doer, passo pelo carro e aplico Barral e ponho uma fita à tenista, não fico muito estilo", mas o fica problema resolvido
18:00 Horas
A oeste o horizonte vai-se transformando numa enorme massa densa azul escura. De repente o vento levanta-se e após uma rajada mais forte que lança as barreiras em frente ao centro comercial ao chão e após um enorme relâmpago, começa a chover! Eu e o João começamos a pedalar o mais depressa possível para tentarmos escapar, mas quando chego ao carro, já estou molhado... Abro a mala do carro e sento-me, não estava preparado para isto, agora a tenda teria sido útil! Aproveito para comer, procuro a roupa para mudar, já chove menos e não quero passar o resto do dia há espera que o sol volte, visto as calças e ponho as capas de neoprene nos pés. Tempo para mais mas voltas, agora sem pó mas com muita lama.
O CIRCUITO:
O circuito era curto com menos 2 quilómetros que que estava planeado, ficou com 5 ou 6 kms. Muitas voltas foram dadas, se cada volta durasse 20 minutos, numa hora daria para fazer 3 voltas, em 12 horas 36 voltas e em 24 horas, 72 voltas. O melhor tempo por volta foi de 13 minutos, mas seria bastante difícil manter essa velocidade (25 km/hora), isto se o circuito tivesse 5,5 kms. Não tinha muitas subidas pronunciadas, e descidas apenas duas ,uma a chegar à meta e outra a chegar ao túnel de acesso ao centro comercial Alegro, portanto a facilidade do percurso tornou-o difícil, ao não haver zonas dessem para descansar.O JANTAR:
A organização a pensar nos participantes que iam a solo e sem apoio deu-lhes prioridade no acesso ao jantar. Eu reunia essas condições, mas não foi preciso, comi: 2 pratos de sopa, um enorme prato de massa com carne picada, uma salada de fruta, muita coca-cola e um café!!! Um exagero?? Não, já estou habituado! Em casa, alguns dos treinos que faço no rolo em casa é depois do jantar a ver televisão!!! Estava farto de bolos, barras, gels, e bebida isotónica. Claro que as 2 voltas após esta bela refeição foram feita a um ritmo mais lento.
O jantar foi importantíssimo tanto fisicamente como psicologicamente.
De volta ao circuito torno a encontrar-me com o João Pina, montado na sua Skyde Single Speed sem suspensão... Gostava de experimentar uma SS mas daí a participar numa prova de 24 horas sem suspensão e com uma só mudança... Ui... Já tinha algum respeito por quem fazia longas distâncias em SS, depois de passar umas horas com o João esse respeito aumentou ainda mais!
12:00 Horas
Metade está feito, agora a contagem é decrescente, vou comendo o que tenho, com regularidade, tornei a levar batata doce, é uma comida natural cheia de hidratos de carbono naturais, fiz também um bolo instantâneo de Laranja do Pingo Doce, ainda lhe adicionei passas e duas colheres de pó de proteínas de Soja, o sabor não ficou mal de todo e o corpo agradeceu. A mesa a seguir ao controlo dos Chips este sempre com água fresca, bananas e laranjas, fui cliente e a laranja estava uma maravilha.
A chuva foi-se embora mas a lama ficou, a organização disponibilizou também uma zona de lavagem das bicicletas, como já se amontoava muita lama no quadro e transmissão, parei para a lavar. As voltas vão sendo dadas, a luz Sigma Karma é suficiente, mais uma vez levo-a no capacete, para mim a melhor solução para quem tem apenas uma luz, como as noite estão mais curtas e tenho duas baterias, andei a maior parte do tem em médios e máximos. As paragens limitavam-se a meter óleo na corrente, a comer qualquer coisa enquanto e preparava as garrafas(utilizei o Camelbak apenas durante a tarde). A cadeira só serviu para mudar de roupa.
Por volta das 2 da manhã aquele raio que estava estragado lembrou-se de ceder e pimba! Entalo-o na roda e chego ao carro encontro o raio e começo à procura de quem tenha uma chave de cassetes, a equipa com os toldos da Maxxis deu-me uma ajuda, mas a cassete nem se mexe, aí lembro-me que a roda tinha sido apertada num torno... Não deu para desmontar a cassete, tirou-se o raio partido e lá continuei. Volto para o circuito, agora com mais calma. Paro para ver as classificações, vejo que estou em 5º lugar!!! A ultima vez que tinha verificado a minha posição tinha sido há hora do jantar e estava em 9º, fico entusiasmado, mas com o sono e o cansaço dou voltas acima dos 25 minutos. Encontro o Girão, damos uma volta juntos, tinha estado a dormir 3 horas, na meta para ver as classificações e eu continuo. a conversa ajudou-me a manter acordado e alerta.6:00 Horas
O sono está forte, quer entrar na minha cabeça tento lutar contra ele cantando umas coisas sem nexo. Por duas vezes quase que me desequilibro, passo pelo carro lavo a cara bebo o último Red Bull como e encho as garrafas e sigo caminho, o sol está a romper no horizonte, só faltam 6 horas, é nesta altura que começo a pensar nas minhas voltas de Domingo, tento por-me nessa situação, imagino que estou de saida e vou ter com o pessoal, as horas vão passar depressa e em breve serão 12:00,
7:00 Horas
O sol já está alto e está mais calor, mudo de roupa e sigo para a meta, quando vou para passar o chip verifico que não o tenho, deixo a bicicleta alí e corro para o carro procuro no chão e não a encontro começo à sua procura na roupa, mas não a encontro, tiro as caixas do carro e não a encontro, começo a pensar que poderei ser desclassificado, logo agora, que estava tudo a correr tão bem. Estou quase a desistir quando o mesmo bttista que me ajudou com a cassete da roda, me disse para procurar novamente na roupa, foi que eu fiz, e encontrei-a, apanho a bicicleta e lá vou eu. Estou cansado mas não esgotado e após 20 horas de prova ás 8:00 faço a minha melhor volta 19:17 após duas voltas a tentar manter a minha posição, a 700 metro da meta parto a corrente e o desviador fica torto... Procuro na bolsa o desmonta corrente, tenho os elos de engate rápido, mas não mas não encontro a chave. O Carlos e a Elisabete Rouxinol passam por mim, não têm o desmonta corrente, mas diz que na próxima volta trazem-no, com a corrente no bolso e sigo o percurso a pé. Passa por mim o Ricardo Melo e o José Salvado, perguntam o que aconteceu, explico e dizem que posso voltar para trás, só tinha que anular esta volta. Foi o que fiz, voltei para trás, fui buscar o desmonta corrente, tenho o drop-out torto ainda tento endireita-lo mas não consigo.
10:oo Horas
Vejo novamente as classificações, o Girão e eu estamos com o mesmo número de voltas e o Carlos Rouxinol, está a duas voltas de mim. Tenho duas opções ou desisto e fico na 7ª posição ou arranjo a corrente e tento manter o 6º lugar. Acabo por tirar uns elos à corrente e passo a bicicleta a Single Speed, encho o amortecedor com mais ar e passo o Propedal para a posição 3. Três voltas depois, e após muitas paragens para tornar a meter a corrente, não faço ideia se consegui manter o 6ª posição ou não, por isso mesmo em cima das 12:00 ainda tento passar a zona da meta para mais uma volta , mas já não fui a tempo.Fui consultar as classificações, consegui manter a 6ª posição, por pouco. Valeu a pena não ter desistido quando a corrente partiu! Ainda fico por ali um pouco, não me apetece arrumar as coisas no carro, mas tem que ser, já no chuveiro, parece que o corpo já sabe que a prova acabou e já me pode transmitir a sensação de dor, dos braços até à ponta dos pés, tudo doí... A entrega dos prémios era no centro comercial Alegro, almoço uma bela picanha com o Girão e o Miguel Pinto Gomes, trocamos histórias e vamos para a cerimónia da entrega de prémios. Faço-me há estrada parando em todas as estações de serviço que apanho, na primeira estaciono e durmo um pouco, depois foi lavar a cara, vidro aberto e casa!

Solo Masculinos
1º Ricardo Melo 71 voltas 471,44km 19,63 km/h
2º José Salvado 69 voltas
3º José M. Pinto Gomes 67 voltas
4º José Perez 57 votas
5º António Girão 53 voltas
6º Eu 50 voltas 332 km - 14,64km/h
7º Carlos Rouxinol 49 voltas
8º Filipe Roberto 43 voltas
9º Luís Rosado 43 voltas
10º João Cordeiro 42 voltas

Solo Femininos
1ª Filipa Gonçalves 54 voltas 358 km -15,6 km/h
2ª Elisabete Rouxinol 50 voltas
Bianca Oliveira 38 voltas

As classificações aqui.

Fotos : Smile-Foto, Sandrocca 1, Sandrocca 2, Sandrocca 3, Varadero, Pifa.
As fotografias deste foram tiradas pela Sandra da Horizentes (Sandrocca)

Mais há para dizer, mas fica para amanhã!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Portalegre foi assim:

SEXTA-FEIRA,
08:00 - Volta matinal.
16:00 - Com a bicla e o resto da tralha no carro, parto em direcção à Meca do BTT nacional, já na A23, começo a ver os peregrinos dentro dos seus carros com as suas máquinas em cima dos carros. Na estação de serviço de Abrantes, mais bicicletas, dois dedos de conversa com o pessoal do BTT de Alpedriz e lá sigo eu.
18:00 - Chego a Portalegre, vou directo a casa do meu amigo Pedro e da Gina,que me vão hospedar por uma noite. Antes do jantar, saimos para uma pequena refeição cheia de nutrientes e sais minerais, em fim, cada um tem os seus segredos!!!
21:00 - Vou com o Pedro estacionar o carro junto ao estádio para no Sábado poder logo arrumar a bicicleta e tomar banho. O Marco e a malta, já lá está, encontramo-nos no Intermarché, o único supermercado que se lembrou de fazer negócio neste dia de feriado, ainda bem pois os outros estavam todos fechados.
22:00 - Jantar, conversa, net, conversa, cama.
SÁBADO
06:30 - Tocam os telemóveis, dois para não haver falhas, faço o pequeno almoço, já sabem qual, exagero um pouco na dose, pois a manhã promete e tenho tempo para fazer a digestão. Meto a água com os pós isotónicos no saco do Camelbak, bem como a tralha toda, alicate, chaves, 2 câmaras de ar, desmonta corrente,bomba, etc. Tenho uma bolsa para levar tudo no selim, mas com tanta subida a bicicleta tinha que estar o mais leve possível. Depois ver se não me esquecia de nada, parti em direcção ao controlo zero.8:00 - Depois de picar o dorsal posiciono-me na linha de partida, fico uns bons metros atrás da primeira curva, rapidamente o espaço vazio atrás de mim fica preenchido. Um visitante do blog, diz-me olá, falamos um pouco, é de Peniche, espero que não tenha sido um dos contemplados com um espalho! Entretanto vou-me entretendo a raspar uns excessos de fita-cola, olho à volta aprecio as máquinas e o pessoal, tiro umas fotografias e pronto é hora de partir. Ponho o Conta-quilometros a zero ligo e ligo o pulsometro.
9:00 -Partida, depois da maratona do Centro, decidi que tinha que partir mais rápido, custasse o que custasse, mesmo que as pernas ficassem a arder, sabia que depois tudo se compunha e encontrariam o seu ritmo próprio. É engraçado como no meio de tanta gente conseguimos encontrar pessoal amigo! Pouco depois de passar por baixo da ponte, de acesso a Portalegre encontro o Vítor Martins e o seu colega de pedaladas, falamos um pouco, aparece o separador central, tomamos direcções diferentes e não nos tornamos a ver.
Curva em cotovelo, chega a grande subida de asfalto. Com as pernas mais compostas, concentro-me. Sou passado por outro participantes mas , tenho a sensação que ainda assim estou a conseguir aumentar o ritmo, quero avançar o mais depressa possível antes da entrada em terra. Logo ali aparece a separação da meia para maratona, boa aposta, assim não haveria ninguém a empatar os que iam para os 100kms.
Chegam os trilhos. Pedra, muita pedra, levo os pneus com 30 psi atrás, à frente um pouco menos, parece que acertei, mais pressão e a bicicleta com tantas pedras e pedrinhas iria saltar muito tornar-se-ia desconfortável, menos ar e sujeitava-me a rasgar o pneu. Muitos foram os que tiveram furos, eu desde que montei a fita tubeless não tive mais furos, sorte talvez.
Consigo manter o ritmo o coração mantém-se entre os 160 e os 170 bpm, está onde eu quero, se ficar mesmo cansado só tenho que parar e recuperar, por agora ainda não é preciso. Nas subidas, no asfalto e quando me levanto, bloqueio tudo, nas subidas mais técnicas e descidas, desactivo o Propedal agarro os avanços e olho para a roda do que vai à minha frente, quando sinto que o ritmo está a abrandar ponho-me ao lado, aumento o ritmo e concentro-me na roda do que está lá mais à frente. Chegamos à subida das antenas, as pernas estão cansadas mas com vontade de continuar.As antenas estão mais perto, não parei no primeiro abastecimento por isso, achei melhor fazer aqui uma paragem, como uns gomos de laranja, no abastecimento da Isostar, bebo uns copos de uma bebida isotónica fresca e com um sabor agradável, ainda não tinha experimentado, apanho uma barra energética, encho a garrafa e sigo.
Começamos a descer, daqui para a frente, já não haveria grandes subidas, concentro-me pois não me posso distrair, roda mal direccionada pode fazer-me ver o chão de mais perto e eu não quero isso. A certa altura estou a descer um trilho com umas regueiras enormes, entro nelas, deixo a bicicleta fluir por debaixo de mim, não sei bem como, mas saio delas. Mais há frente uns degraus, que aparentemente não são nada de especial mas a 30 ou a 40 kms por hora podem ser bastante perigosos, meto travões, não quero cair tão perto do final. Umas pequenas subidas e as pernas começam a queixar-se. com caimbras, alivio a pedalada, levanto-se, sento-me mais para trás e elas desaparecem. Leva barras energéticas, mas faltava-me aquela energia turbonica que só os gels dão,ficaram em casa...
Apesar do conta-quilometros ter parado aos 20 kms, sabia que a meta estava quase, mais uma marteladas nos pedais, após 3 horas e 17 minutos estava na meta. Fico ainda um pouco por ali a falar com o pessoal amigo, sigo para o estádio de futebol para um banho. No regresso, ainda vejo um helicóptero com uma ambulância por perto, imagino que poderá ter sucedido algo de mais grave.
Sigo caminho para casa, paro novamente na estação de serviço de Abrantes, encontro o João Teixeira da Tomazzini, mais meia hora de conversa, sobre roda 29 e provas 24 horas.
18:00 Chego a casa.
CONCLUSÕES:
Prova dificil onde tinha objectivos concretos, dar o meu melhor sem estar a pensar muito em gestão do esforço, por isso mesmo escolhi os 54kms da meia-maratona. Confesso que fiquei surpreendido comigo próprio, quando consegui manter a minha posição na subida das antenas, tendo ainda passado alguns atletas.
O Camelbak foi uma boa opção, fui bebendo com regularidade. Se bebesse pelas garrafas, teria aumentado as probabilidades de cair e de não beber à espera de encontrar um sitio que desse para agarrar a garrafa.
Roda 29 não posso poupar elogios à minha querida bicicleta, portou-se lindamente, não necessito de mudanças mais leves que a relação 22x34, apesar de que um prato de 42 dentes provavelmente seria uma boa opção. Nas subidas a cada pedaladas ela andava mesmo! Nas descidas, ainda me safou de uma ou duas curvas em que o pneu da frente ameaçou fugir, ao deixar-me corrigir a trajectória. Nas valas causadas pela chuva e nos degraus, estou certo que foi graças à sua estabilidade que me safou de uma queda.
Classificação, 137º lugar em mais de 2000 participantes da meia maratona, com o tempo de 3:17, foi mesmo exactamente menos uma hora que o meu tempo em 2007 em que não passei pelas antenas!
Gostei de ver um bttista do clube Millenniumbcp que acompanhei na subida das antenas. Levava pedais de plataforma e o selim baixo demais para a altura dele, acho que chegou antes de mim. Se alguém o conhecer aconselhem-no a usar uns pedais de encaixe e a ajustar melhor a posição dele em cima da bicicleta, ele parece ter um grande potencial.
O que menos gostei foi de não ter carregado no start do pulsometro, liguei-o, via as pulsações e por isso achei que estava tudo bem, no final fui para analisar os dados e nada, vazio!!! Bolas, logo agora, na prova em que mais me esforcei! Nada...
Foi bom ver que os treinos têm dado resultado.
Próximo Sábado estarei em Castelo Branco.