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domingo, 5 de abril de 2009

Por outros caminhos.

Hoje a manhã foi passada por outros trilhos. O pessoal andou a dar umas voltas na minha roda grande. Como na estrada não dá para ver realmente o comportamento do bicho, o Pedro Belo andou mais tarde nos trilhos, "parece uma autocarro!!!"(...)" é mais estável". Eu levei a Top Fuel dele. Já não andava numa 26" desde Novembro, fartei-me de pedalar e parecia que a bicicleta não andava, foi estranho!
Desta vez fomos em direcção à Maceira para passarmos num trilho super fantástico cheio de curvas e árvores caídas, tudo ao lado de um ribeiro. Como não posso mandar parar o pessoal para me meter a tirar fotografias, fica aqui apenas uma fotografia no final do trilho. Entre gels e barras lá iamos dizendo: "Belo trilho"(blá,blá,blá)"Curti mesmo"(blá,blá,blá)"Ia caíndo"(blá,blá,blá). Já lá tinha passado antes ainda num passeio organizado pelo Clube Pisopedal, ainda andava com a Giant Bronco pelos trilhos.
Passagem da linha na Martingança.
O David e a sua Trek de carbono já tens uns aninhos, mas continua bem leve!
O trajecto Martingança, Burinhosa, Praia das Paredes foi feito por estrada, aqui o pessoal separou-se um pouco, mas quando chegamos ao mar já estávamos juntos de novo.
Sempre a pedalar, aqui era a ir na roda... Gostei, tenho que desenvolver mais o meu lado competitivo, manter-me na roda, trocar, seguir na frente, passar para a roda do que me acabou de passar. Essas coisas assim, tipo corrida a sério...
Desta vez como a volta foi para os meus lados, na estrada da Nazaré, despedi-me do grupo, eles seguiram para o Juncal.Dá para ver a mudança no reajuste do posicionamento do cleat.

Coisas positivas:
- Foi uma volta diferente;
- Adorei voltar ao trilho ao lado do ribeiro na Maceira;
- Aproveitei algumas subidas pra fazer uns sprints rápidos e curtos, quando chegava perto dos 180 bpm, abrandava, não dava mais, mas lá fui insistindo.
- As pernas ficaram com aquela dor boa.
- Os joelhos portaram-se lindamente, sem dores nenhumas.
- Os últimos ajustes que fiz parece terem resultado: - Selim mais alto 2 cms; - Recuo de selim de mais uns 6 a 7 mm e o cleat dos pedais reposicionados.
Coisas Negativas: - Não houve.
Mais roupa para lavar!
A altura que mais me custou foi o banho, pois a água a passar nas pernas ardeu um bocado, tinha as pernas bem riscadas das silvas e dos tojos!!! No final passei-as por água fria ,foi pouco tempo, mas deu-me uma sensação de alivio e só por isso valeu o frio.

70 kms, tempo de treino: 4:00H; 143 bpm md; 179 bpm mx; 2410kcal; HZ 1hora; FZ 1:40;PZ o:45. Alterei as zonas no meu Sigma, agora está HZ - 60-75%, FZ-75-85% e PZ 86-100%.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vai um "pêxinho" grelhado?

6 dias depois da minha última volta em duas rodas, voltei à estrada, mas na Gary Fisher.
A Onibla ficou em casa e não tenho a certeza se voltarei a andar nela! a razão desta paragem é que estava com uma dores nos joelhos, nada de muito intenso, mas realmente não quis arriscar. Creio que a causa disto ter acontecido foi:
- A diferença de tamanho dos crencos na Onibla é de 170mm e na GF 175.
- Relação das mudanças que a Onibla têm mais leve é 49x21
- Ter andado à procura de subidas.
Preparar a Onibla, para um uso mais frequente, implica algum investimento em:pneus, cabos de mudanças, guias, calços, pedaleira,etc. A segurança dada por uma bicicleta mais moderna com uns com mudanças no guiador e travões potentes é mais tentadora, portanto, o Fio-Dental como diz o Myrage, fica em casa, mas entretanto já estou à procura de substituta.

Hoje no caminho para casa ainda não tinha decido que tipo de treino iria fazer. Com mais uma hora de sol poderia ir correr durante uma hora, podia ir fazer umas séries em casa no rolo, ou podia ir dar uma volta na GF. Como tinha montado um avanço emprestado com 100mm (de origem tem 90mm) e levantei o selim mais 2 cms queria ver como é que tudo tinha ficado. Direcção à Nazaré.
Calças, casaco e uma manga de tecido polar no pescoço pois a Primavera já chegou mas ainda está frio! A semana de descanso fez-me bem! As pernas não estavam cansadas, antes pelo contrário, mostraram-se à altura. Fiz grande parte da volta em 44 e com o motor entre os 75 e 85%, nas subidas carregava mais um pouco para manter a velocidade e claro lá tocava nos 90%, não gosto muito das series prefiro ver uma subida marcar a altura em que esta termina ou se for muito comprida marcar um sinal de transito ou outra coisa qualquer para puxar mais um pouco. Mais conforto e rendimento com o avanço, quando andei em pé também notei bem a diferença e para melhor! Desta vez foi a subida para o Sitio da Nazaré! Não me canso de vir aqui! É tão bonito de manhã como ao fim do dia, apesar de que o cheiro do peixe grelhado, dá-me vontade de ficar e jantar por ali!!!No inicio da noite, os pescadores vão para o mar com as suas gambiarras para atrair o peixe e os maravilhosos chocos para serem grelhados com umas batatas cozidas e um fiozinho de azeite.... Big Wheels!!!O meu Unimog!!!19:30 Hora de fechar as lojas. Postais, miniaturas de barcos feitas à mão, camisolas, camisas de pescador, as famosas 7 saias, o sotaque típico, a Nazaré!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Uma volta pequena é melhor que nenhuma volta.

26 kms de estrada em 1 hora. Hoje foi mais para ir à procura de um percurso para treinar perto de casa. Cheguei à conclusão de que se for da minha casa até ao Juncal na bicicleta de estrada com aquelas mudanças super pesadas, já terei sofrimento suficiente para 1 hora de treino.
Quem conhece a estrada de Pataias até ao Juncal sabe há umas subidas e descidas, o ideal para apanhar um empeno em pouco tempo. Quando quiser dar uma volta mais plana ainda que com uma subidinha poderei ir até à Nazaré ou a São Pedro de Moel ver o mar!
A Onibla até se está a portar bem mas para ficar melhor precisa de uma revisão geral , as descidas têm sido feitas devagar, pois ainda não me sinto lá muito confiante, começo a pensar que um cabo dos travões se pode partir...
Em fim, desculpas para poder pensar nesta Trek de estrada, a 1.9...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mais um ajuste na altura do avanço.

AntesDepois Baixei a altura do guiador. Já tinha o avanço invertido, agora troquei as anilhas e a posição ficou mais baixa uns 15mm. Andava a sentir que um desconforto nos ombros e as mãos queriam ir mais para a frente, desde a volta de domingo e de terça-feira sinto-me melhor.
Talvez tente mais tarde um avanço com 100 mm, o actual tem 90, mas para já não mexo em mais nada.
Tenho o mesmo avanço que o Alberto Contador!!!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Voltinha de sábado a pensar no domingo.

Finalmente algum sol!!!
8:30 estava na estrada para a minha voltinha rápida até à Nazaré. São apenas 30 kms, que a uma média de 25km/h faço em hora e meia.
Uma volta para testar o equipamento para o dia de amanhã, pois espera-se uma prova com 6 horas de chuveiro e com a água fria...
A capa para os sapatos portaram-se bem custam um pouco a pôr mas tem uma técnica que mais tarde demonstrarei São em neoprene, não tive frio nenhum mas só amanhã com toda aquela chuva é que serão verdadeiramente testadas.
Lá fui pedalando com o objectivo de rolar com uma cadência mais ou menos alta (80/90rpm), com mudanças leves e com a frequência cardiaca entre 70 a 80% .
Aquele veleiro? iate? Mesmo em cima da roda da frente está à venda. Quem quiser...
A avenida marginal estava cheia de areia. Os funcionários da câmara municipal andavam a limpar as grelhas de escoamento. Pelos vistos o mar veio até aqui.
Amanhã serão as 6 horas de Resistência de Leiria, a previsão meteorologica não prevê o sol que tem estado hoje. O meu objectivo será fazer as 6 horas sem estragar material, a lama e areia poderão causar estragos. Não me entusiasmar com o ritmo dos mais rápidos, não sou campeão por isso a minha corrida é outra. Alimentação, comer e beber regularmente, esta será a regra de ouro. Estar com o pessoal amigo das bicicletas.
E acima de tudo divertir-me com todas estas variaveis!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sábado, treino de corrida.

Ia para dizer corrida de montanha, termo utilizado em Portugal para Trail-Running, mas hoje foi mais corrida de areia.
A ideia inicial era ir da Marinha Grande até São Pedro de Moel, pelos trilhos e aceiros, mas só me despachei ás 16:30, portanto fui direito a São Pedro mas de carro. Queria fazer um treino de 2 horas, com o Camelbak com água e mantimentos. Um pouco para testar as várias opções para a Trilhos do Pastor no final de Março e encontrar mais subidas e descidas para ir me ir habituando a andar por "maus caminhos". MP3 (só uso a correr e baixinho) com um set de um amigo Mahonkey "08 Mix 4" e toca a correr, em direcção do parque de campismo da Orbitur.
Logo a seguir entro no primeiro trilho.O musgo é sinal de que aqui não à poluição.
Virei para São Pedro.
Para logo a seguir subir ao Ponto Novo.
Posto de vigia do Pinhal de Leiria.
Nos meus tempos de BTT à mais de 17 anos atrás, cheguei a descer por um trilho que havia lá em cima que ia até à estrada da Ponte Nova. O trilho ainda lá estava e deu para descer gostei mesmo de o descer, ainda fiz este vídeo.

Ficou mesmo uma porcaria, mas aqui fica na mesma. Não me responsabilizo por enjoos aí desse lado. Faz lembrar o Blair Witch Project, lembram-se? Quando eles saem da tenda e desatam a fugir? Só faltou passar a Preto e Branco e eu dizer "Oh my Good, Oh my Good..."(Ainda fico com os pelos levantados quando penso neste filme...)
Em direcção à Praia Velha.Fui até São Pedro por estas passadeiras.Devo dizer que é mais difícil do que parece porque a descer,as escadas, estas têm os degraus bem curtos e quando aparece só um degrau, este fica "camuflado" pelos espaços que têm entre eles e não consigo ver o desnível.Já que o objectivo era treinar subidas e descidas, passei pela Praia da Concha.
Não me canso de mostrar este farol.Com a desculpa das fotografias lá ia descansado um pouco, pela quantidade das mesmas dá para ver que descansei várias vezes... Já de regresso a São Pedro.
Em casa meti o chuveiro com mais pressão e passei água fria nos tornozelos, para ajudar na recuperação do treino. Bela volta, mas para a próxima tenho que começar mais cedo para fazer pelo menos 3 horas, a conclusão que chego é que não sei bem como irei eu conseguir fazer os 28 kms da Trilhos do Pastor, mas ainda faltam 2 meses e até lá espero evoluir mais um pouco. Quanto ao Camelbak, para correr está aprovado, agora só tenho que arranjar um modo de meter no cinto os gels e as barras energéticas, é que nestas coisas a alimentação é essencial e temos que ser minucioso pelo menos 300 a 400kcal por hora, se me descuido muito com isto as pernas ficam logo a doer e a ficarem "queimadas", com a alimentação lá atrás na mochila, mais facilmente esqueço-me desta regra. Tenho que mesmo que seja 30 minutos tentar treinar mais vezes por semana, mas tenho dado prioridade à bicicleta.
O tempo final deste treino foi de 1:20H bpm md:160 e mx: 185... Não tive nenhum nenhum problema com as pernas, só senti mais dificuldade numa subida perto do fim mas quando cheguei ao carro, já a ficar de noite, estava a sentir-me bem e tinha vontade de ter continuado, fica para a próxima.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Treino da Semana

Na sequência do último domingo ter sofrido um pouco pela inactividade causada pelo período festivo, chuva e frio. Neste ano tenho alguns objectivos que quero atingir, participar em mais provas de 24 horas a solo e fazer algumas provas de corrida, nomeadamente uma de corrida de montanha com 28, no final de Março a Trilhos do Pastor e a fazer pela terceira vez a Meia Maratona da Nazaré.
Assim, achei que estava na hora de começar a fazer alguma coisa por mim. Esta semana em jeito de treino de recuperação, fiz 8kms num treino de corrida de uma hora, estava bem frio por isso vesti umas calças de ciclismo da Berg bem quentinhas, ao inicio foi um pouco esquisito correr com a almofada entre as pernas, mas os benefícios foram bem melhores.
Depois na terça foram mais 50 minutos no rolo a ver televisão ao mesmo tempo que tentava respeitar um treino de base do planeamento oferecido pelo site da TACX, valeu bem a pena.
Na Quarta-feira, enquanto via uma reportagem sobre o envolvimento de Cuba nas lutas pela independência dos estados africanos, lá fiz um treino mais de força, mudanças mais pesadas, simular as subidas com as mudanças do rolo, andar em pé. Nota: se formos tomando atenção ao plano de treinos n rolo o tempo até não custa a passar. O melhor nisto tudo é o banho no fim...
E ontem fui pela primeira vez à nova piscina cá da terra. Pelo que dizem é uma das mais modernas do país, o aquecimento é feito através de painéis solares, talvez por isso e pelo frio que tem feito a água não estava muito quente... Lá me meti na água, não tive aulas com professor, a minha ideia aqui não é propriamente aprender a nadar, mas sim, melhorar a minha capacidade respiratória. A expiração de baixo de água até não foi difícil, mas as pernas pelo treino da semana também se queixaram um pouco, assim como os tornozelos. A cada 25 metro parava um pouco e depois lá continuava assassinado a técnica correcta de nadar os diferentes estilos. Fiz 10x50metros. 500mt acho que até nem foi mau, no fim senti aquela dor boa nas pernas e nos braços e parecia que estava a entrar mais ar nos pulmões. Acho que vou gostar da piscina...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Army Workout

Já andava à procura destes exercícios à uns tempos e agora encontrei-os... Para quem quiser passar umas horas em cima dela, a correr, ou a fazer outra coisa qualquer.
Army Warmup

Army Plyometrics Workout

Army Strenght Workout

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tacx Satori

De vez em quando dou a volta aos favoritos e lembrei-me de ir ao site da Tacx e ví que têm lá uma série de planos de treino para o rolo.
Em Fevereiro, vai fazer um ano que tenho o rolo e tenho que dizer que valeu bem o dinheiro, tenho-o usado e abusado, depois de um mês de sem lhe dar muito uso, está na hora de começar de novo.
E porque não a utilizar a informação que a Tacx disponibiliza?
Primeiro devemos ler os principios básicos de pois é seguir os treinos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O meu primeiro treino nocturno.

Tenho uma bicicleta nova à quase três semanas e apenas andei no domingo da semana passada. Neste último fim de semana apenas dei uma voltinha aqui perto de casa quando a chuva fez um intervalo.
Hoje não estava a fazer conta de sair, mas senti uma vontade enorme de sair, a volta foi curta, até à Nazaré, foi a primeira vez que fui lá com a GF, não quero ser repetitivo, mas gostei de fazer a subida dos correios com ela, e mais não digo!
Estava um frio do caraças, não encontrei o tapa orelhas e fui sem ele quando cheguei a casa tinha as orelhas bem vermelhas e dormentes... Tenho que arrumar melhor estes acessórios.
Levei o colete reflector, não a peça de vestuário mais bonita e espectacular para andar de bicicleta, mas a segurança fala mais alto.Gostei de tornar a andar à noite, aliás, nunca tinha treinado à noite, não gostei muito dos camiões a passarem bem perto de mim, demasiado perto, estou habituado a andar ao fim de semana...
Está na hora de deixar o descanso para trás, 2009 está quase aí, tenho que começar a andar outra vez, todos os dias será difícil... A primeira prova de 2009 é já no inicio de Fevereiro, as 6 Horas de Resistência de Leiria.
Sim, sim , sei que deveria ter um plano de treinos, treino de recuperação, intervalado, series , de força, de longa distancia, e na verdade irei fazê-los mas sem aquela exactidão e aquele compromisso a todo custo. A maior regra e a que vou realmente esforçar-me por cumprir é dormir.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A 34ª Meia-Maratona da Nazaré.

Na noite de Sábado fui até à Nazaré para levantar o chip, no site da prova anunciou que a hora de abertura do secretariado seria as 20:00, mas quando cheguei eu e o mais participantes, vimos que afinal a hora tinha sido alterada para as 21:00. Fui até à pastelaria Batel, beber um galão e comer a famosa broa de mel, que desde o inicio desta prova, é oferecida no final dos 21kms.
Já em casa verifiquei que o dorsal este ano seria personalizado.
No domingo de manhã, lá estava eu mais 1300 participantes, desta vez optei por não levar a bolsa à cintura, pois no ano passado estorvou mais do que ajudou, como costumo correr com uns calções de praia que tem um bolso atrás foi aí que meti tudo o que precisava, o telemóvel com mp3 e rádio, a chave do carro e 4 gels da Decathlon, dois maiores de Endurace e mais dois de bisnaga. Como é hábito foi a Rosa Mota que deu a partida e lá começamos a correr.
Devagar devagarinho para não me esgotar logo ao principio e rapidamente fui vendo aquela massa de atletas a passarem-me... Quando começo a descer para a praia 4 kms depois a minha esposa telefona-me a perguntar aonde é eu estava, porque já tinha passado quase todos os participantes...
Passo por ela e pela minha filha e dirijo-me à marginal novamente para seguir em direcção ao porto de abrigo, por vezes alguém grita o meu nome, sensação estranha mas agradavelmente motivadora, a consequência de levar o dorsal com o nosso nome. Depois de passar o Porto de abrigo começo a fazer as curvas que me levam em direcção a Famalicão da Nazaré, começo a notar que o relevo do alcatrão nas curvas causa-me algum mau estar nos tornozelos, mas tudo bem, ainda é cedo.
Fico perto de um grupo em que uma atleta começo à um ano a correr e já tinha participado em mais de três ou quatro meias-maratonas, o seu objectivo tinha sido perder peso, tendo tirado 15 cms da cintura e pela conversa, agora a corrida já não era apenas perder peso, mas sim divertir-se saudavelmente. Entretanto passa por nó o único participante em cadeira de rodas, não consigo evitar um tremor pelo corpo cada vez que vejo um atleta com cadeira de rodas, eu e o pessoal batemos palmas em sinal de respeito pela força e motivação. Mas logo de seguida arrependi-me te ter batido palmas, e meti-me na posição deste corredor: "Porque carga de água, estão a bater-me palmas? Acham que sou menos do que eles? Estarei a fazer alguma coisa que eles não estejam a fazer? Não estamos todos na mesma corrida? Ou o meu suor é diferente do deles?" Na verdade as palmas que batemos a este atleta não foi por ele ser deficiente e estar a fazer uma coisa "espectacular", mas sim, por respeito à sua força de vontade e de não se resignar e manter o seu coração a bater e a suar. Essa sensação é única e comum a todos os que ali estavam e por isso creio que para a próxima vez que me cruzar com um outro atleta com deficiência não voltarei a bater palmas porque para isso teriam que bater palmas a todos o outro que ali estavam.
Depois, um outro corredor mostra-me o hematoma que fez ao ir de encontro a uma das divisórias que estavam no meio do percurso, estava bem negro, começamos a falar e sem nos darmos conta avançamos a um ritmo mais rápido para o ponto de viragem da corrida ao Km 12 ou 13, o pelotão da corrida já à algum tempo se tinha cruzado connosco. Antes de cada posto de abastecimento de água tomava um gel, isto repetiu-se 5 em 5 kms, boa opção pois nunca me senti cansado por falta de alimento.
Eu e o meu companheiro de corrida lá fomos correndo um ao lado do outro, falando disto e daquilo, sem reparar no local onde no ano passado cheguei a andar, passei a correr, mas à medida que os kms se aproximavam do fim, uma dor na perna direita ia aumentanto assim como o meu ritmo cardiaco (160bpm de média).
A 2 kms do fim, não consegui acompanhar o meu companheiro a perna direita estava a queixar-se e abrandei o ritmo apesar da motivação que ele deu. Felizmente eu sei os meus limites e sei que tenho que os respeitar, ele segui em frente e é assim que gosto que as coisas se passem, estamos juntos em quanto der se um de nós ficar para trás o outro tem que seguir a sua corrida, umas vezes ficou eu para trás, outras vezes sou eu que sigo em frente.
Recta final, na marginal é incrível a quantidade de garrafas e tampas espalhadas pelo chão, temos que ter cuidado para não tropeçarmos entretanto passa por mim a carrinha com os painéis com a marcação dos Kms, já estão poucos atrás de mim, passo a meta, 2:18 minutos.
Encontro-me com o meu companheiro de prova, agradecemos a companhia um ao outro, entrego o chip e levanto o saco com os brindes deste ano, meto a mão lá dentro para apanhar a broa de mel que como de imediato, telefono à família e vou para o carro a coxear da perna direita, o dia de Sábado no Festival Bike tinha deixado mazelas, já não andava de bicicleta à duas semanas e creio que puxei demais por mim quando testei 5 bicicletas...
Quando vou para o carro passam os dois últimos corredores, um Português e um Inglês, com mais de 50 anos a correr com uma camisola de um clube algarvio.
Hoje, segunda feira só me doi a perna direita a esquerda está boa, até os tornozelos estão bons...
Vou deixar o Voltaren fazer efeito...