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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Os Cavaleiros da Noite - Night Riders

Ontem parecíamos o David Hasselhoff e as nossas bicicletas o KITT. Andar de noite é Fixe!
A hora combinada era ás 9:30, mas o pessoal só apareceu quase ás 10:00 por culpa do da final entre o Manchester e o Chelsea...
O Pedro Belo trouxe o adaptador da Sigma para eu testar a Karma no capacete, trouxe também o cabo extensor, mas as baterias tem entradas diferentes e por isso não deu para utilizar, mas não foi por isso que não deixei de a levar no capacete.Aproveitamos o elástico do tubo da água do saco e o velcro para montar a bateria no quadro e não ouve problema, vai é obrigar-me a andar com a mochila sempre que andar com as luzes. Li nos Blogs que andam por aí que seria melhor montar a luz mais atrás no capacete para que este não caísse para a frente, foi o que fiz e resultou.Nunca reparei no peso,nem da bateria, nem da luz!
Se tivermos dois conjuntos de luzes, tudo bem pode ir um montado no guiador e outro no capacete, mas se tivermos apenas 1 conjunto, esse deverá estar montado no capacete!
Tive que ter mais cuidado com os ramos e por duas ou três vezes tive que acertar o foco. Mas para cada lado que olhava tinha luz! A subir olhava bem para a frente da roda e lá estava a luz! Umas pedras mais difíceis, mas bem iluminadas. Fiquei com umas ervas enroladas na cassete, se tivesse as luzes no guiador tinha que arranjar uma lanterna para ver o que se passava por lá.

Mas como é que foi a volta?
Basicamente fizemos os trilhos de Chiqueda, que já de dia são difíceis agora de noite...
No primeiro quarto de hora ainda andei a adaptar-me, não tinha que baixar mais a cabeça para ver o conta quilómetros e o guiador, mas depois já a coisa ia saído mais fluída. Apesar de ser noite de lua cheia, esta só apareceu timidamente, depois da meia noite.
Creio que todos ou quase todos tivemos os nossos sustos, mas tenho que dizer que gostei. A noite é realmente diferente, o cheiro da humidade é mais forte,os coelhos aparecem a nossa atenção para a condução faz-nos esquecer o cansaço, como fica mais difícil "ler" o terreno temos que passar por cima das pedras e o nosso corpo e bicicleta são obrigados a moldarem-se ao terreno.Fomos até Alcobaça , onde depois de uma paragem para uma Mini (Super Bock)
O guia (Pedro Belo) ofereceu-nos uma subida de alcatrão, entre o Modelo e as bombas da Galp? com mais de 30º de inclinação, se alguém tinha frio, depois desta subida deixou de o ter.
Mais umas descidas em terra e já para os lados da Maiorga, toca a fazer mais uma outra subida, desta vez com grandes regueiras e seixos soltos, que nos deu algum trabalho para conseguirmos trepar. Depois foi sempre a rolar até ao Juncal para o reforço( uma mini e uns amendoins) já perto da 1hora da manhã e com 35 kms feitos.
Acho que vou gostar de andar à noite nas 24 horas de Lisboa, não sei é durante quanto tempo é que vou andar, pois se ontem o nosso encontro foi ás 9:30, se pensar que se tivesse nas 24 horas tinha já 9:00 horas a andar de bicicleta... Talvez nessa altura não irei achar tanta graça.
Quanto ás luzes Sigma Karma estou bastante satisfeito, andei a maior parte do tempo com os médios e só nas descidas maiores acendi os máximos, os mínimos é que realmente são fraquinhos mas também dá para ver bem temos é que nos esforçar mais para ler o terreno. E não se esqueçam as luzes no capacete é melhor !

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Teste ao entardecer da luz, Sigma Karma

As 24 Horas de Lisboa são daqui a um mês e as 3 Horas Nocturnas de BTT Urbano de Leiria no dia 31 deste mês.
Por isso, fui hoje fui dar uma volta ao fim do dia para testar a Karma da Sigma.
Conclusões:
- Custa um pouco alterar as intensidades da luz em BTT e ter uma folga suficiente para ir posicionando a luz para cima em para baixo de acordo com o terreno.
- Se apenas tivermos a luz no guiador, não vemos os ramos que estão ao nível da cabeça.
- Na passagem do dia para a noite, o melhor é utilizar os máximos ou os médios, a luz mínima nesta altura do dia, não ajuda muito, mas quando começa a ficar mesmo de noite, os mínimos dão para fazer as zonas mais fáceis à vontade.Portanto:
- O melhor mesmo é ter a luz na cabeça, e assim já retiramos o problema de posicionamento. (mas ainda não testei na cabeça, não tenho o acessório)
Se levarmos umas luzes no guiado e na cabeça é o ideal!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

As luzes para as 24 Horas de Lisboa

Encomendei hoje as luzes para participar nas 24 horas de Lisboa.
A escolha recaiu nas Sigma Karma Pro
Andei a ver os preços por aí e o melhor preço que encontrei foi na Racing Cycle. Fiz a encomenda hoje e já me enviaram um e-mail com a confirmação de chegada para amanhã. A ideia é utiliza-la no capacete, no filme 24 Solo, havia algum pessoal a utilizar apenas a luz no capacete, e como os €uros não chegam para tudo... Fica aqui a análise das Karma Pro no Forumbtt.net.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O peso e a Luz.

Na Sexta-feira, ao fim do dia, fui até à BTTerra, para dar uma volta e ver as novidades, vi um cliente com material da KCNC a pesar a bicicleta, macaquinho de imitação, fiz o mesmo...
Peso total de 12,81kg,Facilmente poderá baixar para os 12,50kg pois estava com a luz traseira montada que tem duas pilhas alcalinas e os pedais com mais de 12 anos que andaram primeiro na Giant Bronco e na Mondraker MR101, que pesam para aí uns 400 gr, já para não falar que as fitas para passar a tubeless ainda não chegaram e por isso ainda tem as câmaras de ar, o fabricante diz que tira 100gr por roda.
Nas minhas novas incursões por estrada, tenho utilizado a luz montada no guiador , enquanto nas provas que participei preferi utiliza-la montada no capacete e devo dizer que é aí que ela funciona melhor. O ideal é ter as duas opções, mas quando tempo apenas um kit, a prioridade é no capacete.
Mesmo assim, podemos apanhar alguns sustos, que por pensar que estamos na estrada não os vamos encontrar, buracos, passeios e valas que aparecem, ramos tombados na estrada, e eu estou a falar de bicicleta de montanha com pneus 2.2, porque se fosse uma de estrada, teria mesmo que ir com muito cuidado por causa das sarjetas que teimam em ser demasiado abertas para estas rodas, talvez daqui a uns anos sejam diferentes.
Levei o colete reflector, pode não ser uma peça de vestuário muito bonita, mas a segurança está primeiro. O Rui Ruim falou nas luzes num comentário mais em baixo, as luzes frontais, as Sigma Karma, são suficientes, com uma bateria leve (tenho duas). Mas a luz traseira, não pisca e para mudar as pilhas, tenho que tirar estes dois parafusos minusculos, o que é um bocado aborrecido se estas falharem a meio da noite numa prova de 12 ou 24 horas... Próxima compra será uma da loja dos chineses...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Estou inscrito nas 24 Horas de Viseu

Já está feito a inscrição para 24 Horas de Viseu.
Mas há algumas coisas que me estão a preocupar:
- CAPACETE, o que eu tenho já tem mais de 10 anos, naquela altura não havia aquela afinação que os capacetes trazem agora.
- BATERIA, os dias estão cada vez maiores, as Sigma Karma, tem uma grande capacidade, 3,5 horas no máximo, 5,5 horas nos médios e 11 horas no mínimo. Se a bateria foi suficiente paras as 24 horas de Lisboa e para as 12 horas de Proença-a-Nova, estou certo que não vão dar para esta prova. Agora as noites são maiores fica de noite mais cedo e amanhece mais tarde, 8:00 - 6:30 isto são 10 horas, portanto mesmo se utilizar as luzes no mínimo, a sua duração vai ficar mesmo à justa. Comprar outra bateria está fora de questão.
- ALIMENTAÇÃO, gels, bebidas isotónicas, etc. - CALÇÕES, para ir a esta prova vou ter que investir mesmo. Nas 24 horas de Lisboa estive mais de 20horas montado na bicicleta. Nas 12 horas acabei por meter dois pares de calções a meio da prova, ficou um pouco melhor mas, não é a situação ideal. Existem várias marcas Assos, Northwave, Cannondale que tem calções para quem passa muito tempo em cima dela... Passei as mãos num par da Sportfull que gostei bastante, com uma almofada que parece a minha de dormir! O único ponto que achei menos bom neste calções foi que tem uma fita de silicone nas pernas para não cortar a circulação, parece ser um ponto mais frágil, mas creio que têm outros calções com a mesma almofada e mais tradicionais. Mas gostei mesmo destes.
- TEMPO, será que vai estar a chover, frio? 24 horas com mau tempo seria um bocado chato, mas já tenho o impermeável!
Agora, tenho é que treinar!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Conclusões 12 Horas BTT

Já saíram as classificações, fiquei realmente na 10ª posição mas da classificação geral, isto é, se contabilizarmos as voltas individuais de todos os participantes, incluindo os das equipas, fiquei na 10ª posição com 17 voltas dadas. Isto porque ouve alguns participantes das equipas de dois ou de quatro que deram mais voltas do que eu.
Tudo isto para dizer que na classificação da minha categoria Solos Masculinos fiquei em 7º!!!
Quando as organizações são boas, são boas e pronto!
Hoje recebi um email com a indicação de que as classificações estavam online e a agradecer a participação de todos. inclusivamente com a indicação de um link do Picasa com fotografias da prova!

A fila para a validação do chip do dorsal
Ainda fresquinho...Partida.Cá vamos nós.A lâmpada na cabeça, como só tenho uma, na cabeça é a melhor opção.
Bem cedo, 5:30, 6:00 da manhã?
A Sigma Karma é realmente leve e pequena. O pequeno-almoço que não cheguei a provar... E estava com tão bom aspecto...
Aquele corredor a pé fez o circuito todo a correr , levava uma pulseira verde provavelmente foi um participante que resolveu fazer o seu jogging matinal!O meu colega da última volta o Paulo Vieira. Vasco Sousa e António Girão, ficaram os dois com o segundo lugar da categoria solo masculino com o mesmo tempo!O Paulo Alexandre e a Susana, os organizadores das 12 Horas BTT de Proença-a-Nova.

terça-feira, 17 de junho de 2008

24 Horas BTT de Lisboa 2008 22:00-12:00

Às 19:00 de acordo com o regulamento era hora para montar as luzes, foi o que fiz, preparei o 1º kit de luzes no capacete. Queria andar para aproveitar a luz do dia ao máximo e ir ao jantar da organização, cuja hora no regulamento terminava ás 23:00. Ainda dei uma volta já de noite e deu para perceber que haveria zonas que seria melhor passa-las a pé, tal como a descida a seguir ás famosas escadas e aquele single track depois do último abastecimento de água.
Por volta das 10:00, 10:30 parei então para jantar, a fila era enorme, ainda pensei em comer umas sandes mistas na tenda, mas como ainda faltava um bocado, achei melhor comer uma refeição a sério. Mais de uma hora à espera, pelo menos deu para lavar a cara e limpar os óculos, ainda pensei em tomar um banho mas creio que se o tivesse feito, a vontade de continuar teria seguido com a água...
O meu pai diz-me que estou na 50ª posição.
Depois do jantar voltamos para a tenda e instalei o meu kit de luzes Sigma Karma, como o sol se levantava ás 5:30/5:45 e já tinha deixado as luzes ligadas em casa mais de 5 horas em médios, sabia que iam durar até o sol aparecer.
Meti os manguitos e as perneiras.
Bebi um Red Bull e fiz-me novamente aos trilhos, como tinha comido à relativamente pouco tempo sabia que tinha que ir mesmo devagarinho, mas como ainda tinha 12 ou 11 horas para andar por ali, fui realmente devagarinho pelo menos uma hora e meia. Nas subidas e nos trilhos mais aberto utilizei as luzes nos mínimos, nas descidas e trilhos mais difíceis ligava os médios e nas mais rápidas ligava os máximos.
Às 2, 3 da manhã, havia menos participantes a solo, mesmo assim uns quanto passavam por mim bem rápido, já para não falar no pessoal das equipas. Por volta das 3 h paro no acampamento, o meu pai e o meu irmão estão a dormir. Como uma sandes de queijo e fiambre sentado na cadeira fecho os olhos, estou assim 5 a 10 segundo e logo a seguir, se me pusesse numa posição mais confortável teria adormecido logo!
Bebo mais um Red Bull, levanto-me ponho mais reforços na mochila e volto a passar na zona da meta. Os comissários da FPC, ditam o meu número e lá sigo eu para mais uma volta. Entretanto os águadeiros já dormem perto das suas garrafas...
A ponte 25 de Abril lá está toda iluminada e os cães do canil, também já dormem.
Por volta das 5:00 e as 5:30 o sono volta a atacar e parece que afecta-me o equilíbrio e a ter aqueles tremores que temos quando estamos quase a adormecer. Sento-me num dos bancos da subida depois do anfiteatro tiro o capacete limpo novamente os óculos como mais umas passas, gomas, uma barra e mais um Red Bull e já está, mais voltinhas.
Lá fui continuando a andar até ao Pequeno Almoço. O pessoal que lá estava como grande parte deveria pertencer a equipas nem sequer estavam equipados, muitos já com um banho tomado, e eu ali, a dormir em pé e com um cheiro indesejável... Mais 40 minutos à espera, mas aquele copo de leite com uma sandes mista com manteiga, soube bastante bem.
Desta vez já sem a mochila (doíam-me as costas) preparo as garrafas, já tinha faltado mais. vejo a classificação, estou em 37º, começo a ficar entusiasmado. Volto à pista e faço o meu melhor tempo 50 minutos, sim eu sei que não são os 30 minutos que muitos fizeram mas para mim foi bastante bom até porque já andava nisto à mais de 20 horas.
A uma hora em meia das 12:00 horas... Avaria dos travões a 3 kms da meta.A mola afastadora das pastilhas enfiou-se entre as pastilhas e o disco, tive que tira-las e fazer o resto da volta sem travão de trás. Ainda bem que foi o de trás porque assim fui com mais cuidado e arrisquei muito menos. Andar assim deu para perceber que realmente utilizo os dois travões mesmo e um não passa sem o outro!
Cruzei a meta, como faltava mais 1:20 lá fui eu dar mais uma volta para fazer a 17ª volta final.
As mãos estavam um pouco amassadas, assim como outras partes do corpo...
Tá feito!

terça-feira, 12 de maio de 2009

As minhas 24 Horas em Castelo Branco

Considerem o primeiro post sobre este assunto a versão curta, e esta a versão longa. Poderia sintetizar mais este post, mas não sou capaz pois acho que alguns de vocês são como eu e gostam de saber todos os pormenores. Aqui vai:

Em 24 horas, muita coisa acontece e muita coisa se faz. 24 horas até dá para durar semanas!
As minhas 24 horas no último fim de semana, foram para pedalar em Castelo Branco nas 24 Horas BTT da Horizontes.Ás 9:30 chego a Castelo Branco, já há algumas equipas a preparar as bicicletas e os locais de apoio aos seus atletas. Levanto o chip e procuro um lugar para estacionar. O local para a assistência é feita dos dois lados da descida em direcção há meta. Estaciono o carro começo a preparar as coisas para a minha assistência, faltava a geleira com o almoço e umas latas do Touro Vermelho... Bolas!!! Quanto ao almoço, não havia problema tinha sandes, fruta, barras e gels, mas a cafeína era essencial para aguentar a madrugada mais ou menos acordado. Vejo o António Girão com um saco do Jumbo e pergunto-lhe onde é que ele tinha ido e lá fui eu a pé até ao centro comercial Allegro, serviu de aquecimento.As 11:30 aproximam-se, o Paulo Garcia dá algumas explicações sobre o funcionamento do chip de controlo, que estava numa pulseira presa ao braço direito e que tínhamos que passar por um tapete montado do lado direito, mais próximo do método utilizado as provas dos EUA, com a diferença de que lá o chip está preso à perna e os atletas têm que passar a pé por cima dos sensores. Passo protector solar pelo corpo, besunto os calções com vaselina e as partes de contacto com o selim com creme Barral (gesto repetido inúmeras vezes ao longo do dia...)
12:30 Horas
Partida, lá vamos nós, não penso nas horas que estão pela frente, ainda é cedo para isso, penso sim é que no fim de beber os 2 litros de bebida isotónica terei que parar para me reabastecer. Optei por inicialmente levar o CamelBak. Estava muito calor e queria fazer o menor numero de paragens possíveis. 19 minutos depois estava feita a primeira volta, começo a fazer cálculos para ver quantas voltas teria que fazer para conseguir o meu objectivo que era passar a barreira dos 300 kms. Depressa esse pensamento sai-me da cabeça.
Encontro o João Pina, entusiasta das Single-Speed, com quem já me tinha cruzado no forumbtt e nas 24 Horas de Viseu. Muitos podem pensar que participar a solo é uma aventura demasiado solitária, mas não, antes pelo contrário, aqui a pressa é outra, diferente dos que vêem por equipa que dão o seu melhor em cada volta. Eu e o Pina estávamos com mesmo ritmo, portanto foi fácil andarmos juntos, se um parava para abastecer, o outro continuava para mais tarde nos tornar a encontrar.
O sol está forte e a queimar, o pó é muito, mas de tempos caem algumas gotas do céu, estamos a chegar ás 6 horas de prova, para me prevenir passo pelo carro e agarro o colete impermeável.
O capacete e o sal do suor não jogam bem e a testa começa a doer, passo pelo carro e aplico Barral e ponho uma fita à tenista, não fico muito estilo", mas o fica problema resolvido
18:00 Horas
A oeste o horizonte vai-se transformando numa enorme massa densa azul escura. De repente o vento levanta-se e após uma rajada mais forte que lança as barreiras em frente ao centro comercial ao chão e após um enorme relâmpago, começa a chover! Eu e o João começamos a pedalar o mais depressa possível para tentarmos escapar, mas quando chego ao carro, já estou molhado... Abro a mala do carro e sento-me, não estava preparado para isto, agora a tenda teria sido útil! Aproveito para comer, procuro a roupa para mudar, já chove menos e não quero passar o resto do dia há espera que o sol volte, visto as calças e ponho as capas de neoprene nos pés. Tempo para mais mas voltas, agora sem pó mas com muita lama.
O CIRCUITO:
O circuito era curto com menos 2 quilómetros que que estava planeado, ficou com 5 ou 6 kms. Muitas voltas foram dadas, se cada volta durasse 20 minutos, numa hora daria para fazer 3 voltas, em 12 horas 36 voltas e em 24 horas, 72 voltas. O melhor tempo por volta foi de 13 minutos, mas seria bastante difícil manter essa velocidade (25 km/hora), isto se o circuito tivesse 5,5 kms. Não tinha muitas subidas pronunciadas, e descidas apenas duas ,uma a chegar à meta e outra a chegar ao túnel de acesso ao centro comercial Alegro, portanto a facilidade do percurso tornou-o difícil, ao não haver zonas dessem para descansar.O JANTAR:
A organização a pensar nos participantes que iam a solo e sem apoio deu-lhes prioridade no acesso ao jantar. Eu reunia essas condições, mas não foi preciso, comi: 2 pratos de sopa, um enorme prato de massa com carne picada, uma salada de fruta, muita coca-cola e um café!!! Um exagero?? Não, já estou habituado! Em casa, alguns dos treinos que faço no rolo em casa é depois do jantar a ver televisão!!! Estava farto de bolos, barras, gels, e bebida isotónica. Claro que as 2 voltas após esta bela refeição foram feita a um ritmo mais lento.
O jantar foi importantíssimo tanto fisicamente como psicologicamente.
De volta ao circuito torno a encontrar-me com o João Pina, montado na sua Skyde Single Speed sem suspensão... Gostava de experimentar uma SS mas daí a participar numa prova de 24 horas sem suspensão e com uma só mudança... Ui... Já tinha algum respeito por quem fazia longas distâncias em SS, depois de passar umas horas com o João esse respeito aumentou ainda mais!
12:00 Horas
Metade está feito, agora a contagem é decrescente, vou comendo o que tenho, com regularidade, tornei a levar batata doce, é uma comida natural cheia de hidratos de carbono naturais, fiz também um bolo instantâneo de Laranja do Pingo Doce, ainda lhe adicionei passas e duas colheres de pó de proteínas de Soja, o sabor não ficou mal de todo e o corpo agradeceu. A mesa a seguir ao controlo dos Chips este sempre com água fresca, bananas e laranjas, fui cliente e a laranja estava uma maravilha.
A chuva foi-se embora mas a lama ficou, a organização disponibilizou também uma zona de lavagem das bicicletas, como já se amontoava muita lama no quadro e transmissão, parei para a lavar. As voltas vão sendo dadas, a luz Sigma Karma é suficiente, mais uma vez levo-a no capacete, para mim a melhor solução para quem tem apenas uma luz, como as noite estão mais curtas e tenho duas baterias, andei a maior parte do tem em médios e máximos. As paragens limitavam-se a meter óleo na corrente, a comer qualquer coisa enquanto e preparava as garrafas(utilizei o Camelbak apenas durante a tarde). A cadeira só serviu para mudar de roupa.
Por volta das 2 da manhã aquele raio que estava estragado lembrou-se de ceder e pimba! Entalo-o na roda e chego ao carro encontro o raio e começo à procura de quem tenha uma chave de cassetes, a equipa com os toldos da Maxxis deu-me uma ajuda, mas a cassete nem se mexe, aí lembro-me que a roda tinha sido apertada num torno... Não deu para desmontar a cassete, tirou-se o raio partido e lá continuei. Volto para o circuito, agora com mais calma. Paro para ver as classificações, vejo que estou em 5º lugar!!! A ultima vez que tinha verificado a minha posição tinha sido há hora do jantar e estava em 9º, fico entusiasmado, mas com o sono e o cansaço dou voltas acima dos 25 minutos. Encontro o Girão, damos uma volta juntos, tinha estado a dormir 3 horas, na meta para ver as classificações e eu continuo. a conversa ajudou-me a manter acordado e alerta.6:00 Horas
O sono está forte, quer entrar na minha cabeça tento lutar contra ele cantando umas coisas sem nexo. Por duas vezes quase que me desequilibro, passo pelo carro lavo a cara bebo o último Red Bull como e encho as garrafas e sigo caminho, o sol está a romper no horizonte, só faltam 6 horas, é nesta altura que começo a pensar nas minhas voltas de Domingo, tento por-me nessa situação, imagino que estou de saida e vou ter com o pessoal, as horas vão passar depressa e em breve serão 12:00,
7:00 Horas
O sol já está alto e está mais calor, mudo de roupa e sigo para a meta, quando vou para passar o chip verifico que não o tenho, deixo a bicicleta alí e corro para o carro procuro no chão e não a encontro começo à sua procura na roupa, mas não a encontro, tiro as caixas do carro e não a encontro, começo a pensar que poderei ser desclassificado, logo agora, que estava tudo a correr tão bem. Estou quase a desistir quando o mesmo bttista que me ajudou com a cassete da roda, me disse para procurar novamente na roupa, foi que eu fiz, e encontrei-a, apanho a bicicleta e lá vou eu. Estou cansado mas não esgotado e após 20 horas de prova ás 8:00 faço a minha melhor volta 19:17 após duas voltas a tentar manter a minha posição, a 700 metro da meta parto a corrente e o desviador fica torto... Procuro na bolsa o desmonta corrente, tenho os elos de engate rápido, mas não mas não encontro a chave. O Carlos e a Elisabete Rouxinol passam por mim, não têm o desmonta corrente, mas diz que na próxima volta trazem-no, com a corrente no bolso e sigo o percurso a pé. Passa por mim o Ricardo Melo e o José Salvado, perguntam o que aconteceu, explico e dizem que posso voltar para trás, só tinha que anular esta volta. Foi o que fiz, voltei para trás, fui buscar o desmonta corrente, tenho o drop-out torto ainda tento endireita-lo mas não consigo.
10:oo Horas
Vejo novamente as classificações, o Girão e eu estamos com o mesmo número de voltas e o Carlos Rouxinol, está a duas voltas de mim. Tenho duas opções ou desisto e fico na 7ª posição ou arranjo a corrente e tento manter o 6º lugar. Acabo por tirar uns elos à corrente e passo a bicicleta a Single Speed, encho o amortecedor com mais ar e passo o Propedal para a posição 3. Três voltas depois, e após muitas paragens para tornar a meter a corrente, não faço ideia se consegui manter o 6ª posição ou não, por isso mesmo em cima das 12:00 ainda tento passar a zona da meta para mais uma volta , mas já não fui a tempo.Fui consultar as classificações, consegui manter a 6ª posição, por pouco. Valeu a pena não ter desistido quando a corrente partiu! Ainda fico por ali um pouco, não me apetece arrumar as coisas no carro, mas tem que ser, já no chuveiro, parece que o corpo já sabe que a prova acabou e já me pode transmitir a sensação de dor, dos braços até à ponta dos pés, tudo doí... A entrega dos prémios era no centro comercial Alegro, almoço uma bela picanha com o Girão e o Miguel Pinto Gomes, trocamos histórias e vamos para a cerimónia da entrega de prémios. Faço-me há estrada parando em todas as estações de serviço que apanho, na primeira estaciono e durmo um pouco, depois foi lavar a cara, vidro aberto e casa!

Solo Masculinos
1º Ricardo Melo 71 voltas 471,44km 19,63 km/h
2º José Salvado 69 voltas
3º José M. Pinto Gomes 67 voltas
4º José Perez 57 votas
5º António Girão 53 voltas
6º Eu 50 voltas 332 km - 14,64km/h
7º Carlos Rouxinol 49 voltas
8º Filipe Roberto 43 voltas
9º Luís Rosado 43 voltas
10º João Cordeiro 42 voltas

Solo Femininos
1ª Filipa Gonçalves 54 voltas 358 km -15,6 km/h
2ª Elisabete Rouxinol 50 voltas
Bianca Oliveira 38 voltas

As classificações aqui.

Fotos : Smile-Foto, Sandrocca 1, Sandrocca 2, Sandrocca 3, Varadero, Pifa.
As fotografias deste foram tiradas pela Sandra da Horizentes (Sandrocca)

Mais há para dizer, mas fica para amanhã!