quarta-feira, 27 de maio de 2009

O que fiz no fim de semana

No Sábado, alguns membros do Clube BTT do Juncal juntaram-se na casa do Pedro Belo para uma sessão de mecânica.
O Licíneo ficou com o quadro do Pedro e estiveram a monta-lo, o Zé andou de volta da corrente e eu contei com a ajuda Pedro para tentar endireitar o desviador torcido nas 24 Horas de Castelo Branco. No fim ainda tivemos direito a uma mini e umas torradas!
No Domingo, como não estava muito confiante com o desviador,não fui ter com o pessoal, enquanto eles foram para a Serra, eu fui até São Pedro de Moel.
Cheguei a beber várias vezes desta e outras fontes do Pinhal de Leiria, agora a água é considerada imprópria para consumo.
Acho que tenho uma boa pressão nos pneus (não sei qual é, foi a dedo) mesmo assim, nos paralelos... Vejam os raios!!!! A câmara do telemovel é que tem uma velocidade lenta.
Praia de São Pedro de MoelNa Praia Velha cruzei-me com o Carlo e o Edgar, acabei por acompanha-los até à Nazaré e depois até à Marinha Grande.Boa conversa e bom ritmo.
Depois de ter bebido duas garafas com pós, a falta de energia estava a tomar conta de mim, apesar de faltar apenas uns 7 kms para chegar a casa, parei numa estação de serviço, um gel e uma Coca-Cola fresca, num instante as baterias ficaram carregadas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

100 Miles of Nowhere



100 Miles of Nowhere from Noodle on Vimeo.

100 Miles to Nowhere, é uma iniciativa do site Fat Cyclist, para recolha de fundos para a causa da lunta contra o cancro. A ideia foi juntar separadamente uma serie de ciclistas para fazer 100 milhas (160 Kms) nos rolos ou num circuito bastante pequeno. Muitos se juntaram a esta iniciativa .
Só quem já andou em rolos é que sabe...

Próxima prova

Já com a corrente nova montada na Gary Fisher, fiz-me à estrada e fui até à Martingança ver os trilhos para a prova do próximo fim de semana, as II- 3 Horas Resistência BTTFiz parte do percurso ao contrário, parece que vai haver muitos single tracks e em alguns sitios um pouco saltitante, quem quiser ultrapassar vai ter que esperar. Só falta inscrever-me. As mudanças teimam em saltar, tenho que levar a bicicleta a um profissonal...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

140 km na Trek 1.7

Sexta-Feira, mais uma vez saio de casa sem ter uma ideia em concreto do itinerário a fazer, tenho alguns circuitos pensados, apenas tinha que escolher um. Caldas da Rainha passando por Foz do Arelho, foi o escolhido.
Ainda sem conta-quilómetros, fui pedalando sem ter grande noção das distâncias sabia que Caldas da Rainha ficava a 40 quilómetros de casa, a partir daí não pensei mais na distância mas sim em ir chegando aos ponto que queria passar.
9:20 Saio de casa em direcção a Alcobaça, primeira paragem Mosteiro de Alcobaça. Caldas não é muito longe, mas pelo Facho até há estrada nacional é quase tudo a subir.
10:50 Chego ao MacDonalds das Caldas da Rainha, como ainda estava fechado (abria ás 11:00) fui até ao Centro, passei em frente do Hospital Termal das Caldas da Rainha, grande confusão, é dia de mercado.11:20 MacDonalds, um Hamburger e uma Coca-cola, nada de batatas fritas e encher as garrafas. Hora de escolher a próxima paragem, Foz do Arelho ou Óbidos, talvez os dois?
Vila de Óbidos, havia muitos turistas e crianças. A última vez que aqui estive foi no natal com a minha filha. Ao sair de Óbidos virei à esquerda e segui para Arelho, mal feito, o que eu queria mesmo era ir para Foz do Arelho...
Manteiga de amendoim com mel.
Passei nesta estrada de brita 4 vezes, primeiro virei à esquerda, quando cheguei a Vau, vi que estava enganado, depois segui à direita, aí andei mais, cheguei até ao cruzamento para Pedras d'El Rei, foi aqui que tive que voltar novamente para trás. Nestes enganos, subi e desci muito.
Depois de voltar a Caldas da Rainha, tomei a direcção de Foz do Arelho. Não encontrei a tal ciclovia, devo ter tomado outro caminho, mas lá cheguei. Nova paragem para comer uma tosta mista, beber uma Coca-cola e encher novamente as garrafas, não convém parar muito tempo, já bastou estar à espera 1o minutos pela tosta.
Novamente na estrada, estou a curtir mesmo este dia comigo e a minha bicicleta. Há pessoal que não gosta de pedalar sozinho, eu aprecio ter companhia, mas também gosto de sair comigo mesmo.
As mãos já habituaram, vou alterando a posição das mãos no guiador, as pernas vão aguentando e nas subidas lá me levanto, não quero apenas fazer um passeio, quero também dar um calor ás pernas, as subidas também ajudam a aliviar a pressão no traseiro...
Acertei com o tamanho do quadro (56). O guiador, já está na posição que quero, o selim também, provavelmente as alterações não ficam por aqui, com o tempo logo se vê.
Que saudades da suspensão total da Gary Fisher... Ainda assim, a bicicleta absorve melhor do que eu pensava as irregularidades da estrada, será que é da forqueta de do tubo de selim em carbono? Da pressão dos pneus? São Martinho do Porto, já estou mais perto de casa.
Nazaré, não consigo evitar, tenho que passar pela marginal, apesar de ser dia de semana, o transito já é muito. Faltam 15 kms para chegar a casa, mas mesmo assim ainda bebo um Compal e mais uma metade de pão com manteiga de amendoim com mel. 16:20 chego a casa, com a satisfação de ter passado 7 horas a andar de bicicleta, com tantos enganos mais valia ter ido até Peniche, fica para a próxima, talvez com companhia para almoçar um peixe grelhado, talvez uns chocos...

domingo, 24 de maio de 2009

Bicross em Castelo Branco

- BMX nas AsMinhasPedaladas
- BMX na Federação Portuguesa de Ciclismo.
- OutRiding BMX Magazine
- BMX Tuga







Um destes dias tenho mesmo que me meter numa pista destas.
Pronto está bem,não sei voar como eles. Mas lá que queria voltar a pedalar que nem um doido com uma BMX queria.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Bomba nova, mas para devolver.


Comprei esta bomba SKS GERMANY na Decathlon hoje, fui para experimentar a encher mas acabei por dobrar a válvula que acabou-se por partir. O problema provavelmente foi meu, de qualquer modo, estou a pensar em troca-la.

No autocarro com Lance e Levi no Giro de Itália


Lance -- powered by http://www.livestrong.com
Hoje é o conta relógio, Lance é um dos favoritos, vai dar em directo no Eurosport.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Estava quase para ficar em casa...

... e andar uma hora no rolo, mas ás 21:00 horas saí porta fora, bem vestido(roupa quente) montado na de estrada.
Como não me lembrava da última bateria que tinha utilizado, levei as duas e ainda bem, 25 minutos depois de ter saído de casa, acede a luz vermelha como sinal de que estava quase a apagar-se, troquei ligo e segui viagem. Estava mesmo difícil de tirar os sapatos do encaixe, passava-se alguma coisa, como ainda havia luz dei uma olhadela aos sapatos.
Os cleats estavam cheios de lama seca. Continue, a andar mas como não queria cair e depois lembrar-me que devia de ter parado, parei logo, com a chave de casa, raspei essa lava e ficou melhor, ainda assim a pedalar o sapato mexe muito, talvez encontre alguns sapatos de estrada baratinhos e monte uns pedais de estrada, tenho ideia que pela forma dos cleat divide mais o contacto do sapato e fique mais agarrado.
Uma hora e 3o minuto de estrada, não faço ideia dos kms, ainda não tenho conta quilómetros. Rolei com mais cadência e fiz algumas series de 10 minutos a 85% FCM. As pernas não estavam cansadas, o que foi bom!
Tenho que fazer um plano de treinos para as próximas 3 semanas por causa das 24 horas de Lisboa.

Como é o BTT nos Açores e Madeira?

É a pergunta que eu faço aos que possam saber a resposta.
Será que há por aí algum Bttista das ilhas? Há por aí passeios e maratonas? Como é estar numa ilha? Estou certo que terão trilhos fantásticos, mas não sentem curiosidade de vir aqui experimentar novos trilhos? Já alguém veio ao continente participar em provas?
Contem coisas, se tiverem fotos daí façam um texto a descreve-las e enviem-nas, terei tdo o gosto em publica-las.

domingo, 17 de maio de 2009

Andei numa 26"

Após uma semana de novas sensações de roda fina, tempo de ir ter com o pessoal para mais uma volta domingueira, ponto de encontro, Bombeiros do Juncal. A minha bicicleta ficou em casa, porque tinha que aproveitar a oportunidade que tive para levar a Gary Fisher Roscoe III para os trilhos do Juncal!!!
All mountain, 12,5 quilos de bicicleta com 140 mm de curso e cheia de coisas com nomes todos Hi-Tec: Geometria G2, DRCV, ABV, E2; TUBE SHAPING, RP 24, etc. Como destas coisas não percebo nada, vejam os links, e o video do próprio Gary Fisher a explicar a filosofia desta bicicleta.
Este é o amortecedor Fox RP 23 de câmara dupla, mas o que quero mostrar são os tubos gordos e redondos, simplesmente belos!!!Direcção, trilhos de Chiqueda, perfeito para ver o que era esta bicicleta com 140mm de curso e uns pneus 2.4! Trilhos de pedra cheios de curvas, num constante sobe e e desce.
Hoje para além de experimentar as sensações da Roscoe, também pude testar, quase todas as bicicletas do Clube BTT do Juncal. Já que todos quiseram ver como era andar nesta bicicleta.Bem, já devem ter percebido que sou um entusiasta da Gary Fisher, portanto sou suspeito, mas o que é certo é que adorei andar nesta bicicleta.
Os pneus 2.4 e o curso de 140 mm deram-se a sensação de estar montado numa XR!!!
Mesmo a subir em pé, com a ajuda do RP23 para eliminar qualquer bombeio exagerado, foi imaginar uma linha e segui-la independentemente das pedras que se atravessavam no caminho a Roscoe "papava" tudo, parecia mesmo uma mota de enduro.
A descer e a curvar é onde deu as sensações mais fortes, que viragens!!! Fiquei com vontade de experimentar esta bicicleta numa prova dessas que há agora tipo avalanche, mas como tenho receio (é mesmo medo!) de saltos...
Esta bicicleta, é perfeita para quem gosta de sensações fortes aos fim de semana, com um peso de 12, 7 quilos, com o ajuste correcto na suspensão dá perfeitamente para alguém aventurar-se a fazer maratonas e divertir-se à grande!!!
Aprovadissima!!!
Mais coisas sobre a Roscoe:
- Biker Mag
- Bike Radar

sábado, 16 de maio de 2009

Back on the road - 2º Dia

Ainda sem conta-quilómetros, dei ontem a minha segunda volta na estradista. Volta de 1:30, nas mesmas estradas da volta que antecedeu as 24 Horas de Castelo Branco, mas com outra bicicleta.
Nos últimos meses andei na clássica Onibla. Estas voltas, serviram para ver se gostava mesmo de andar de bicicleta de estrada.
Porquê bicicleta de estrada?
Andar na estrada com uma BTT é perfeitamente possível, foi o que fiz nos últimos 3 anos, não tem mal nenhum, apenas custos. Custos de manutenção, transmissão, suspensões, pneus, etc. A bicicleta de estrada está sempre limpa, a transmissão está sempre afinada, sem lamas, nem pós, quer dizer, pelo menos comparando com uma BTT.
Depois são as sensações transmitidas. Fazer subidas em estrada com uma BTT, dava aquela sensação de peso e de arraste. Numa de estrada, é tudo mais directo e rápido.
Tenho por principio de não ir para fora de estrada sem companhia, portanto tinha mesmo que andar na estrada. Não estou a dizer que é mais fácil, pois com a falta de suspensão todas as irregularidades vão directamente para os braços e traseiro...Na volta de ontem deu para ver isso mesmo, ainda por cima tenho as mãos pequenas. Os braços e mãos têm que se habituar a estas novas posições, portanto, não me vou atrever a fazer mais de 100 kms nos próximos tempos.
Influências e inspirações.
Todos os dia, passo alguns minutos, nos EUA, no Brasil, na Austrália e Europa. Muitos sites, estão ligados tanto ao BTT como ao ciclismo de estrada, fui-me habituando a ver bicicletas de estrada, muitos dos ensinamentos para treino só dão para aplicar na estrada, onde encontramos estradas com pisos mais regulares, dando para fazer as tais séries, cadências e todas essas coisas de treinos... Aos poucos e poucos a vontade de andar de estrada, foi aumentando.

Fenómeno Lance.
Confesso que quando Lance Armtrong conquistou as voltas à França, não liguei muito a isso, mas no ano passado começei a acompanhar, o seu regresso com mais atenção. Bem como as Voltas, e o ciclismo e o ciclismo em geral. Comecei a interessar-me por ver como funciona uma volta por etapas, uma prova de um dia, as chamadas clássicas de um dia como Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liége as minhas favoritas.
Ao ver estas provas na televisão, fiquei com vontade de ir para a estrada e rolar por aí,. Quem sabe um dia não vou de férias até França e em dois ou três dias passo pelas mesmas estradas e pavés (paralelos) que os grandes icons do ciclismo já fizeram nos 260 kms da Paris-Roubaix? Talvez subir Alpes D'Huez? Comparar o meu tempo miserável com os tempos de Marco Pantani, Lance Armstong e parar um pouco na estátua de homenagem a Joaquim Agostinho?
Talvez, um dia... Para já tenho o meu Tour des Grottes para fazer e será muito brevemente!!! Ainda por cima descobri agora mais uma subida para a Serra de Santo António pelo lado de Minde!!! Vai doer, mas será aquela dor boa!!!!
Bem, chega de conversa, a mecânica já aprovou, mais uma para limpar e meter a ferramenta a trabalhar, ainda bem que gosta destas coisas!!!Mais tarde falo da bicicleta propriamente dita, o modelo é o 1.7.
Estou cheio de vontade de fazer esta subida, mãos nas manetes, a sentir o sol a queimar ,de rabo levantado e o suor a cair!!!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Back on the Road.

Voltei hoje a andar de bicicleta, estava sol apesar das nuvens e o vento soprou forte.Vem aí o verão, a praia já está a ser limpa.
Tinha pouco tempo, por isso fui fazer 30 kms a rolar sem fazer muita força, as pernas ainda estão cansadas, por isso não quero abusar. Hoje olhei para o calendário e dei-me conta que só faltam 4 semanas para as 24 Horas de Lisboa!!!
No último fim de semana gastei 11000 Kcal...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sabes Afinar as Mudanças?

A corrente partiu-se nas 24 horas porque as mudanças não estavam a entrar como deve de ser quase desde inicio da prova. A determinada altura, desejei ter uma Single Speed, 29er claro! Não sei se foi por isso que o dropout dobrou-se e a corrente partiu, o que sei é que tenho que saber como é que se afina uma bicicleta.



quarta-feira, 13 de maio de 2009

Outlet Bicimax, mas são só dois dias...


A Bicimax, vai nos próximos dias 6 e 7 de Junho abrir as suas portas para uma liquidação total dos stock dos artigos de 2006/2007. A oferta é realmente muita e haverá muitas oportunidades de negócio.
Serão descontos de 50 a 70% em bicicletas
, vestuário, componentes, acessórios, lubrificantes e consumíveis de marcas tais como:
TREK, GARY FISHER, FOX Racing Shox, BONTRAGER, BRIKO, NIKE Cycling, WRENCH FORCE, FINISH LINE, DT Swiss, TIME, ROLF, ICON, ORANGE, entre outras. Acho que também haverá oportunidades para quem gosta de Old School MTB.

Esta é também uma oportunidade de conhecer mais de perto o novo Show Room com todas as novidade 2009 da Trek, Gary Fisher, Bontrager e Northwave.

No Domingo de manhã haverá um passeio de bicicleta de estrada em que todos estão convidados a participar, havendo também ofertas de produtos Isostar.
No Domingo também vamos poder contar com a presença de José Azevedo (Ex-atleta da equipa de ciclismo DISCOVERY/TREK), Orlando Rodrigues (Vencedor da Volta a Portugal em bicicleta), Daniel Marques (atleta TREK na modalidade de Ori-BTT do Clube Orientação do Centro), Rui Perez (atleta BONTRAGER na modalidade de Bike Trial), João Rodrigues (Atleta BONTRAGER de Dirt). Eu também estarei por lá com a minha Gary Fisher Hi-Fi Pro 29 para quem quiser dar uma voltinha e falar destas coisas.

Falta dizer que a Bicimax é na Marinha Grande logo à entrada do lado direito, a menos de 4 kms da saida da A8. Há estacionamento para toda a gente e um multibanco na loja Jasmim.

Ver mapa maior Clicar no link para obter as direcções.


Mais informações aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

As minhas 24 Horas em Castelo Branco

Considerem o primeiro post sobre este assunto a versão curta, e esta a versão longa. Poderia sintetizar mais este post, mas não sou capaz pois acho que alguns de vocês são como eu e gostam de saber todos os pormenores. Aqui vai:

Em 24 horas, muita coisa acontece e muita coisa se faz. 24 horas até dá para durar semanas!
As minhas 24 horas no último fim de semana, foram para pedalar em Castelo Branco nas 24 Horas BTT da Horizontes.Ás 9:30 chego a Castelo Branco, já há algumas equipas a preparar as bicicletas e os locais de apoio aos seus atletas. Levanto o chip e procuro um lugar para estacionar. O local para a assistência é feita dos dois lados da descida em direcção há meta. Estaciono o carro começo a preparar as coisas para a minha assistência, faltava a geleira com o almoço e umas latas do Touro Vermelho... Bolas!!! Quanto ao almoço, não havia problema tinha sandes, fruta, barras e gels, mas a cafeína era essencial para aguentar a madrugada mais ou menos acordado. Vejo o António Girão com um saco do Jumbo e pergunto-lhe onde é que ele tinha ido e lá fui eu a pé até ao centro comercial Allegro, serviu de aquecimento.As 11:30 aproximam-se, o Paulo Garcia dá algumas explicações sobre o funcionamento do chip de controlo, que estava numa pulseira presa ao braço direito e que tínhamos que passar por um tapete montado do lado direito, mais próximo do método utilizado as provas dos EUA, com a diferença de que lá o chip está preso à perna e os atletas têm que passar a pé por cima dos sensores. Passo protector solar pelo corpo, besunto os calções com vaselina e as partes de contacto com o selim com creme Barral (gesto repetido inúmeras vezes ao longo do dia...)
12:30 Horas
Partida, lá vamos nós, não penso nas horas que estão pela frente, ainda é cedo para isso, penso sim é que no fim de beber os 2 litros de bebida isotónica terei que parar para me reabastecer. Optei por inicialmente levar o CamelBak. Estava muito calor e queria fazer o menor numero de paragens possíveis. 19 minutos depois estava feita a primeira volta, começo a fazer cálculos para ver quantas voltas teria que fazer para conseguir o meu objectivo que era passar a barreira dos 300 kms. Depressa esse pensamento sai-me da cabeça.
Encontro o João Pina, entusiasta das Single-Speed, com quem já me tinha cruzado no forumbtt e nas 24 Horas de Viseu. Muitos podem pensar que participar a solo é uma aventura demasiado solitária, mas não, antes pelo contrário, aqui a pressa é outra, diferente dos que vêem por equipa que dão o seu melhor em cada volta. Eu e o Pina estávamos com mesmo ritmo, portanto foi fácil andarmos juntos, se um parava para abastecer, o outro continuava para mais tarde nos tornar a encontrar.
O sol está forte e a queimar, o pó é muito, mas de tempos caem algumas gotas do céu, estamos a chegar ás 6 horas de prova, para me prevenir passo pelo carro e agarro o colete impermeável.
O capacete e o sal do suor não jogam bem e a testa começa a doer, passo pelo carro e aplico Barral e ponho uma fita à tenista, não fico muito estilo", mas o fica problema resolvido
18:00 Horas
A oeste o horizonte vai-se transformando numa enorme massa densa azul escura. De repente o vento levanta-se e após uma rajada mais forte que lança as barreiras em frente ao centro comercial ao chão e após um enorme relâmpago, começa a chover! Eu e o João começamos a pedalar o mais depressa possível para tentarmos escapar, mas quando chego ao carro, já estou molhado... Abro a mala do carro e sento-me, não estava preparado para isto, agora a tenda teria sido útil! Aproveito para comer, procuro a roupa para mudar, já chove menos e não quero passar o resto do dia há espera que o sol volte, visto as calças e ponho as capas de neoprene nos pés. Tempo para mais mas voltas, agora sem pó mas com muita lama.
O CIRCUITO:
O circuito era curto com menos 2 quilómetros que que estava planeado, ficou com 5 ou 6 kms. Muitas voltas foram dadas, se cada volta durasse 20 minutos, numa hora daria para fazer 3 voltas, em 12 horas 36 voltas e em 24 horas, 72 voltas. O melhor tempo por volta foi de 13 minutos, mas seria bastante difícil manter essa velocidade (25 km/hora), isto se o circuito tivesse 5,5 kms. Não tinha muitas subidas pronunciadas, e descidas apenas duas ,uma a chegar à meta e outra a chegar ao túnel de acesso ao centro comercial Alegro, portanto a facilidade do percurso tornou-o difícil, ao não haver zonas dessem para descansar.O JANTAR:
A organização a pensar nos participantes que iam a solo e sem apoio deu-lhes prioridade no acesso ao jantar. Eu reunia essas condições, mas não foi preciso, comi: 2 pratos de sopa, um enorme prato de massa com carne picada, uma salada de fruta, muita coca-cola e um café!!! Um exagero?? Não, já estou habituado! Em casa, alguns dos treinos que faço no rolo em casa é depois do jantar a ver televisão!!! Estava farto de bolos, barras, gels, e bebida isotónica. Claro que as 2 voltas após esta bela refeição foram feita a um ritmo mais lento.
O jantar foi importantíssimo tanto fisicamente como psicologicamente.
De volta ao circuito torno a encontrar-me com o João Pina, montado na sua Skyde Single Speed sem suspensão... Gostava de experimentar uma SS mas daí a participar numa prova de 24 horas sem suspensão e com uma só mudança... Ui... Já tinha algum respeito por quem fazia longas distâncias em SS, depois de passar umas horas com o João esse respeito aumentou ainda mais!
12:00 Horas
Metade está feito, agora a contagem é decrescente, vou comendo o que tenho, com regularidade, tornei a levar batata doce, é uma comida natural cheia de hidratos de carbono naturais, fiz também um bolo instantâneo de Laranja do Pingo Doce, ainda lhe adicionei passas e duas colheres de pó de proteínas de Soja, o sabor não ficou mal de todo e o corpo agradeceu. A mesa a seguir ao controlo dos Chips este sempre com água fresca, bananas e laranjas, fui cliente e a laranja estava uma maravilha.
A chuva foi-se embora mas a lama ficou, a organização disponibilizou também uma zona de lavagem das bicicletas, como já se amontoava muita lama no quadro e transmissão, parei para a lavar. As voltas vão sendo dadas, a luz Sigma Karma é suficiente, mais uma vez levo-a no capacete, para mim a melhor solução para quem tem apenas uma luz, como as noite estão mais curtas e tenho duas baterias, andei a maior parte do tem em médios e máximos. As paragens limitavam-se a meter óleo na corrente, a comer qualquer coisa enquanto e preparava as garrafas(utilizei o Camelbak apenas durante a tarde). A cadeira só serviu para mudar de roupa.
Por volta das 2 da manhã aquele raio que estava estragado lembrou-se de ceder e pimba! Entalo-o na roda e chego ao carro encontro o raio e começo à procura de quem tenha uma chave de cassetes, a equipa com os toldos da Maxxis deu-me uma ajuda, mas a cassete nem se mexe, aí lembro-me que a roda tinha sido apertada num torno... Não deu para desmontar a cassete, tirou-se o raio partido e lá continuei. Volto para o circuito, agora com mais calma. Paro para ver as classificações, vejo que estou em 5º lugar!!! A ultima vez que tinha verificado a minha posição tinha sido há hora do jantar e estava em 9º, fico entusiasmado, mas com o sono e o cansaço dou voltas acima dos 25 minutos. Encontro o Girão, damos uma volta juntos, tinha estado a dormir 3 horas, na meta para ver as classificações e eu continuo. a conversa ajudou-me a manter acordado e alerta.6:00 Horas
O sono está forte, quer entrar na minha cabeça tento lutar contra ele cantando umas coisas sem nexo. Por duas vezes quase que me desequilibro, passo pelo carro lavo a cara bebo o último Red Bull como e encho as garrafas e sigo caminho, o sol está a romper no horizonte, só faltam 6 horas, é nesta altura que começo a pensar nas minhas voltas de Domingo, tento por-me nessa situação, imagino que estou de saida e vou ter com o pessoal, as horas vão passar depressa e em breve serão 12:00,
7:00 Horas
O sol já está alto e está mais calor, mudo de roupa e sigo para a meta, quando vou para passar o chip verifico que não o tenho, deixo a bicicleta alí e corro para o carro procuro no chão e não a encontro começo à sua procura na roupa, mas não a encontro, tiro as caixas do carro e não a encontro, começo a pensar que poderei ser desclassificado, logo agora, que estava tudo a correr tão bem. Estou quase a desistir quando o mesmo bttista que me ajudou com a cassete da roda, me disse para procurar novamente na roupa, foi que eu fiz, e encontrei-a, apanho a bicicleta e lá vou eu. Estou cansado mas não esgotado e após 20 horas de prova ás 8:00 faço a minha melhor volta 19:17 após duas voltas a tentar manter a minha posição, a 700 metro da meta parto a corrente e o desviador fica torto... Procuro na bolsa o desmonta corrente, tenho os elos de engate rápido, mas não mas não encontro a chave. O Carlos e a Elisabete Rouxinol passam por mim, não têm o desmonta corrente, mas diz que na próxima volta trazem-no, com a corrente no bolso e sigo o percurso a pé. Passa por mim o Ricardo Melo e o José Salvado, perguntam o que aconteceu, explico e dizem que posso voltar para trás, só tinha que anular esta volta. Foi o que fiz, voltei para trás, fui buscar o desmonta corrente, tenho o drop-out torto ainda tento endireita-lo mas não consigo.
10:oo Horas
Vejo novamente as classificações, o Girão e eu estamos com o mesmo número de voltas e o Carlos Rouxinol, está a duas voltas de mim. Tenho duas opções ou desisto e fico na 7ª posição ou arranjo a corrente e tento manter o 6º lugar. Acabo por tirar uns elos à corrente e passo a bicicleta a Single Speed, encho o amortecedor com mais ar e passo o Propedal para a posição 3. Três voltas depois, e após muitas paragens para tornar a meter a corrente, não faço ideia se consegui manter o 6ª posição ou não, por isso mesmo em cima das 12:00 ainda tento passar a zona da meta para mais uma volta , mas já não fui a tempo.Fui consultar as classificações, consegui manter a 6ª posição, por pouco. Valeu a pena não ter desistido quando a corrente partiu! Ainda fico por ali um pouco, não me apetece arrumar as coisas no carro, mas tem que ser, já no chuveiro, parece que o corpo já sabe que a prova acabou e já me pode transmitir a sensação de dor, dos braços até à ponta dos pés, tudo doí... A entrega dos prémios era no centro comercial Alegro, almoço uma bela picanha com o Girão e o Miguel Pinto Gomes, trocamos histórias e vamos para a cerimónia da entrega de prémios. Faço-me há estrada parando em todas as estações de serviço que apanho, na primeira estaciono e durmo um pouco, depois foi lavar a cara, vidro aberto e casa!

Solo Masculinos
1º Ricardo Melo 71 voltas 471,44km 19,63 km/h
2º José Salvado 69 voltas
3º José M. Pinto Gomes 67 voltas
4º José Perez 57 votas
5º António Girão 53 voltas
6º Eu 50 voltas 332 km - 14,64km/h
7º Carlos Rouxinol 49 voltas
8º Filipe Roberto 43 voltas
9º Luís Rosado 43 voltas
10º João Cordeiro 42 voltas

Solo Femininos
1ª Filipa Gonçalves 54 voltas 358 km -15,6 km/h
2ª Elisabete Rouxinol 50 voltas
Bianca Oliveira 38 voltas

As classificações aqui.

Fotos : Smile-Foto, Sandrocca 1, Sandrocca 2, Sandrocca 3, Varadero, Pifa.
As fotografias deste foram tiradas pela Sandra da Horizentes (Sandrocca)

Mais há para dizer, mas fica para amanhã!

domingo, 10 de maio de 2009

Já voltei de Castelo Branco

Tanta coisa para dizer, nem sei por onde começar.
Correu quase tudo bem, sem caimbras, nem quedas, mas com prejuízos. O raio que estava para partir, partiu mesmo. O desviador XT torceu-se e a corrente partiu-se, converti a Gary Fisher suspensão total em single speed e tive que anular uma volta.
Em fim, uma série de constrangimentos, mas fui mais teimoso que eles! 24 horas depois do inicio da prova, tinha 314 kms feitos e consegui um 6º lugar (a muito custo)!
O sentimento de desilusão de Coruche, já lá vai. Passei a barreira dos 300kms!!!
Ao escrever este post, os olhos já estão a fechar-se e corro o risco de começar a escrever coisas sem nexo, volto amanhã.

sábado, 9 de maio de 2009

Até Domingo!

Os calções, jersey, luvas, ferramentas, bombas, comer, essas coisas todas, já estão todas arrumadas dentro de caixas, ainda tenho que meter tudo no carro. Há pois ver se não me esqueço da bicicleta.
Espero encontrar muitos carros com bicicletas, pois para além das 24 horas de Castelo Branco, há também a Maratona de Idanha-a-Nova, quem lá for, passem em Castelo Branco!
Espero voltar aqui no Domingo, para dizer qualquer coisa!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meias de recuperação ou de compressão.

No Domingo passado em vez de estar a ver o Campeonato do Mundo de XC (pensava que ia dar mais tarde...), estive a ver um triatlo algures na Ásia, um dos dois que andaram mais na frente da prova levava umas meia que iam quase até ao joelho. Quando o vi com estas meias lembrei-me que já tinha visto mais ciclistas com estas meias, um pouco de internet e aqui estão as vantagens:
- Redução da vibração do musculo e consequente melhoria da circulação sanguinea durante o esforço
- Uma recuperação mais rápida e ajuda a aliviar as dores e caimbras. Quando utilizadas após o esforço.
Estas meias podem ser utilizadas tanto durante como após os esforços.
No Domingo passei umas faixas elásticas nos gémeos e na altura até me deu uma sensação de alivio, portanto acho que deve resultar. Hoje passei pela Decathlon e já havia à venda, mas não as trouxe talvez para a próxima.Na maratona de Portalegre já vi um bttista com umas meias até ao joelho, provavelmente já é um utilizador. Agora o look com que ficamos, é que é um pouco piroso, mas as vantagens são bem mais importantes que a aparência! Vou experimentar. Rui, já ouviste falar nestas meias?
Mais informação aqui, uma blogger corredora que já as utilizou, uma aula de anatomia.

Uma Rapidinha Intensa...

Ontem dei uma volta, curta e rápida de 1:15. Fui até aos Montes, passei pelo Juncal e depois segui pela Castanheira, Cós e novamente Montes, Alpedriz e casa! Como já falei aqui, mais vale uma volta curta do que nenhuma volta!
Mas não foi um treino fácil, que conhece a zona sabe que isto é um constante sobe e desce. Ando à procura de um circuito para treinar subidas.
Agora resta-me nos próximos 2 dias abrandar e rolar, quero ver se na sexta-feira dou uma volta com a Gary Fisher, para ver se está tudo bem antes da prova.
Parece que o piso em Castelo Branco, vai muito rolante sem pedras, prova ideal para quem tem pneus rápidos, e bicicletas semi-rígidas! Acho que vou meter mais ar na suspensão.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A pensar nas 24 Horas de Coruche

Com 3 provas de 24 horas(Lisboa 2008 - 2, Viseu 2008 - 1, 2, 3, Coruche 2009 - 1,2), 1 de 12( Proença-a-Nova 2008 - 1,2) e 2 de 6 (Airbike Marrazes 2008, Aibike Pousos2009), já deveria de estar mais há vontade com tudo isto: preparação fisica, planeamento da alimentação, do ritmo, paragens, classificações, etc.
Mas não, em vez de me dar mais confiança, criam mais dúvidas e incertezas.
Tenho que fazer uma filtragem, já tirei algumas conclusões, que irei testar desta vez, portanto mais coisas novas, logo novas experiências, mais incertezas, é um ciclo...
Vou tentar manter a cabeça limpa, pensar apenas no essencial para me manter a andar. Irei levar apenas o necessário, quantas mais coisas, maior será a confusão dentro do carro e na minha cabeça. Optei por jantar e tomar o pequeno almoço que a organização fornece, sempre será menos uma preocupação, os que vão a solo sem assistência terão prioridade na fila!
Talvez desta vez, leve musica para ouvir durante a noite...
Tenho que ir ás compras!