Depois do habitual (ligeiro) atraso cheguei à Lousã. Estacionei em frente do ex-parque de campismo e da actual Pousada da Juventude. O António e a Lena já lá estavam, a ultimar tudo para o inicio da aventura.
Rapidamente preparo também as minhas coisas, levamos o Camelbak e os bidons, levo dois um já com Isostar Long Energy e outro bidon só com o pó para misturar com água mais tarde. Como habitualmente carrego comida a mais, deixo uma banana e umas barras no carro (mal feito).
Depois do café, lá fomos nós, atrás das ordens do GPS. Depois de passarmos as casas viramos para uma estrada com um belo asfalto, mas a subir, pois é, aqui não se brinca, nem há aquecimentos rolantes para ninguém!!! O que vale é que a conversa ajudou a distrairmo-nos da subida que estávamos fazer.
Uma hora depois, já com grande parte desse tempo feito em trilhos, tínhamos um acumulado de mais de 700 metros! A coisa prometia, afinal a fama do mentor da prova António Malvar tem a sua razão de ser!


Algum tempo depois, lá estávamos nós. Pelo caminho ainda à saída da Lousã, avistamos dois pequenos veados, só por isso já valeu a pena andar por aqui. 
Single track houve poucos, mas bons, este foi um muito curto mas todo feito em cima de pedra. Umas duas horas depois do inicio da volta, as pilhas do GPS resolveram fazer greve. Como a máquina fotográfica que levava emprestada (obrigado mamã) tinha o mesmo tipo de pilhas lá as trocamos, menos mal, podíamos seguir viagem. O mal foi mesmo do António, pois muitas vezes dizia-lhe que tínhamos que parar para ele tirar fotos!!! 
Praias fluviais passamos por três, faltou uma fotografia da segunda visitada, estávamos mais interessados em beber uma Coca-Cola, e a comer! Mas posso disser que logo a sair dessa praia tivemos que subir uma bela parede, claro...Passamos por muitas localidades e pontos de água, mas atenção que depois de sairmos do conselho de Figueiró dos Vinhos estes pontos começam a escassear.


Como mais o último pão de leite com queijo e fiambre, entretanto já tinha derretido, dois pães com banana e mel, um com manteiga de amendoim e mel, dois com queijo e fiambre uma banana um kiwi e duas barras de cereais. 
Posso dizer que esta foi para nós a melhor altura do dia, deixávamos os estradões de brita empoeirados pelo movimento das carrinhas de manutenção dos aerogeradores. Agora já não tínhamos nada para subir. A luz do sol já perto do horizonte dava um tom dourado aos pinheiros caracteristicos desta zona, semelhantes aos que vi no Gerês . Ao descermos entramos numa zona com muito fechada, de repente ouvimos um barulho de do lado esquerdo, e vimos um enorme vulto que cruzou o trilho! Era um veado mas também podia ser um Yeti tal foi a pressa com que passou o trilho!
Temos equipa!!!Só falta mesmo vir a confirmação, como já há uma série de inscritos , só podemos esperar para ver o nosso nome na lista. O que já tinha acontecido nas voltas que damos aqui na zona, repetiu-se na Lousã, boa conversa, sem pressões, nem aborrecimentos.
A volta terminou pouco antes de anoitecer, foram 10 horas de bicicletas. Ao chegarmos a Góis, depois de montar a minha tenda e de termos tomado um belo banho. Lá fomos nós os três procurar um restaurante. Valeu a boa vontade do dono de um restaurante que nesse dia não tinha aberto, o António tinha lá estado no dia anterior e depois de lhe ter perguntado se havia algum sitio ainda aberto, abriu-nos a porta do seu estabelecimento.
Entradas de queijo da serra e presunto, depois foram umas febras com batatas fritas eu cá para restabelecer os líquidos bebi duas cervejas pretas, para além de eu gostar dizem que ajudam à recuperação!
100 kms feitos. Se conseguirmos estar na linha de partida em Outubro vou tentar não tirar fotografias e focalizar mais em pedalar. Assim, pode ser que consigamos terminar mais perto do tempo em andamento que fizemos, 7:40.

































