terça-feira, 20 de outubro de 2009

3º GeoRaid Series Lousã - Os 3 dias

Depois de uma conversa com o António, surgiu a ideia de participar no GeoRaid. Demos algumas voltas de bicicleta de estrada, vimos que os nossos feitios eram compatíveis. Estávamos prontos para o fim de semana de 18 e 19 de Outubro do 3º Geo Raid Series Aldeias de Xisto - Lousã. Sexta-feira, depois de jantarmos uma pizza, partimos em direcção à Lousã. Custou um pouco, mas ao longo da viagem lá me fui habituando à ideia da bicicleta ir em cima do carro...Fomos directos ao hotel onde estava a realizar-se o briefing da prova, já chegamos atrasados, mas ainda deu para carregar o GPS e rever alguns amigos tais como o "Torpedro"que conheci numa das voltas das 24 Horas de Lisboa de 2008 e conhecer outros como o "Frinxas" que conseguiu o 2º lugar nas 24 Horas de Viseu deste ano.
Não ficamos no Melia porque como jovens que somos, preferimos ficar na Pousada da Juventude juntamente com mais dois colegas do Clube BTT do Juncal. Depois de muita conversa e histórias lá acabamos por adormecer.
De manhã a confusão do costume, a bicicleta estava com o dorsal e lubrificada mas ainda faltavam as barras, os geis, a água, os hidratos líquidos, etc... Será que estava tudo?
A equipa "Os Manos Valentes", Sérgio e Jorge Valente, ficaram em 3º lugar.
Eu e o António, a manhã estava um pouco fria. Mas depois da partida, os 12 kms de subida, proporcionaram logo um bom aquecimento.
Em Gondramaz, uma das aldeias de Xisto.
Parámos algumas vezes para comer e esticar as pernas. Talvez não seja a melhor coisa a fazer durante uma competição, mas por outro lado, não quisemos descuidar a alimentação e as subidas que se seguiam mereciam o nosso respeito.
Optámos por levar o Camelbak, foi um pouco difícil para mim carregar 1,5 litros de água e ferramentas ás costas. Como treinei mais com a bicicleta de estrada não andei com este peso ás costas, sofri um pouco com isso.Havia também algumas descidas.
As zonas com os eucaliptos eram as menos atrativas.Os quilómetros nas pernas já eram muitos quando chegamos ao último parque éolico.
Depois de virarmos à esquerda iniciamos a parte final do primeiro dia, já não havia aquelas subidas enormes e o cenário era bastante mais interessante. Não vimos desta vez os veados. A descida foi fantástica, super rápida, sempre na nossa mão pois a estrada é frequentada pelo transporte do pessoal do downhill .
Primeiro dia feito!
O António Girão já tinha chegado. Este atleta partiu o dropout a 50 kms da meta. Como só conseguiu montar com a relação que vemos em baixo, teve que fazer grande parte do percurso a pé. O mérito de conseguir terminar pertence também ao colega de equipa que levava uma corda para puxa-lo quando era possivel. A vontade de concluir a a 3ª prova deste ano era grande pois quem concluisse as 3 provas recebia este fim de semana um jersey de Finisher. No dia seguinte estavam na linha de partida com a bicicleta da esposa!
A descida para a meta deixou algumas marcas...

Depois de um grande jantar adormecemos mais rapidamente que na noite anterior, porque será???...
Uma das caracteristicas do GeoRaid é que a classificação final é igual para todos, não há escalões. Para equilibrar mais as diferenças de idade e de sexo havia os handicaps, que se resume a que quem tinha mais idade saia mais cedo assim como as senhoras. No Domingo a primeira equipa a sair partiu ás 7:53. Nós, partiamos ás 8:30. Mas o tempo não estica e atrasamo-nos um pouco, quando estávamos a ir para a zona da partida passamos pelos outros participantes, que já estavam em prova. Depois de nos apresentarmos na zona de meta lá fomos nós. Mas não fomos os únicos pois o Team Amarante, João Marinho e o José Silva, estavam a chegar de carro!!! 10 minutos depois passaram por nós e terminaram em 4º lugar!!!O António à frente com o GPS e eu na roda.
Mais uma vez subimos, desta vez 20 kms. Apesar das barras de proteinas que comi no dia anterior, o corpo está dorido assim como os gluteos, resultado de uma nova afinação dos cleats. Na verdade até estava satisfeito com esta dor, era sinal que a afinação estava a dar resultado, mas este assunto fica para outro post.
Chegamos ás antenas, vamos descer!
O segundo dia teve paisagens fantásticas. quando era possivel, olhava para os outros montes e viamos as nuvens de pó dos colegas a descer.
No aeródromo mais alto de Portugal.
Uma das zonas mais bonitas da prova.
O António teve que me chamar, tirei umas 5 fotografias aqui!!! Depois foi sempre a pedalar ,mais um gel e toca a andar. Estavamos a chegar ao fim da prova, tinhamos vindo a andar bem mas a gerir o esforço até aqui. Agora era dar o que tinhamos. Apanhamos uma equipa, que depois se afasta, mais tarde tornamos a apanha-la e conseguimos passar mais duas.
Não sabiamos o que nos esperava, não tinhamos feito nenhum reconhecimento do segundo dia... As equipas que tinhamos passado aproximam-se novamente sempre a puxar... Umas vezes vai o António à frente outras vezes vou eu. Depois foi um outro colega de prova. Mas logo nos metemos à frente. Resumindo, foi sempre a puxar até ao fim, nos dois minutos após a nossa chegada, chegaram 4 equipas.
Não corriamos para pódio nenhum, ficamos em 75º lugar em 109 participantes, mas este final foi como se pedalassemos para o primeiro lugar. Foi um gozo enorme, também estávamos alí para isso. Queriamos tirar essas sensações do nosso corpo, da nossa cabeça. Foi isso que aconteceu. Ao passarmos a linha de meta fiquei com a sensação de que dei o meu melhor. Nunca tinha dado tanto de mim numa prova, como já tinha dito antes, queria desenvolver mais este lado competivitivo em mim e resultou.

No dois dias de prova a organização organizou um pequeno buffet para matar a fome, altura para encontrarmos amigos e falar de bicicletas.
Estão a ver esta bicicleta???
Sim, é uma ???!!!
Gary Fisher Superfly !!!
Na Sexta-Feira no briefing encontrei o Nuno Luz e fiquei a saber que tinha trocado a sua suspensão total Hi-Fi Pro 29 pela Superfly. No Domingo finalmente tive a oportunidade de andar na 29er mais famosa do mundo, 10kg de bicicleta.
A bicicleta ideal a condizer com o meu equipamento!!!! A rigidez é fantástica, cada pedalada resulta num disparo para frente sente-se que não há desperdício nenhum de energia. Habituado a suspensão total, fiquei com vontade de fazer um teste de umas horas numa rígida, pode ser mesmo numa 26!!!!
Eu e o Nuno Luz com as nossas montadas.
Na prova para além das duas Gary Fishers, estava mais uma Orbea Alma 29er. Foram 3 bicicletas 29ers em prova, para o ano serão mais. Em conversa com o João Marinho do Team Amarante ele disse que iria experimentar uma 29er!
O Geo-Raid terminou, valeu o trabalho e os treinos. Quando surgiu a ideia de fazer o GeoRaid, estava um pouco apreensivo em fazer equipa. Mas quando começei a treinar com o António vi que a equipa iria funcionar bem e não me enganei. Esperámos sempre um pelo outro, não nos chateamos, não discutimos. O final dos dois dias foram espectaculares, sempre a puxar. Excelente equipa, fiquei com vontade de voltar para o ano que vem.
Mais fotografias aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

3º GeoRaid Aldeias de Xisto

Adorei.
Grande trabalho em equipa.
Talvez para o ano consigamos fazer as 3 provas do Geo-Raid Series.

Amanhã aquela descrição longaaaaaaa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

24 Hour of Moab, Utah, USA

Um dia vou estar nesta linha de partida. Talvez em 2011 ou 2012.
Talvez mais tarde, mas vou lá estar!

Vejam o vídeo deste ano.

Tubeless VS Eu - Quem Ganhou o 1º Round?

O pneu...
Fiz como fiz anteriormente.
Amanhã ganho eu (espero...).
Vai com o compressor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Campeonato do Mundo de Single Speeds



Cá em Portugal o movimento das Single Speeds já começa a ser importante.
Até agora ainda não me foi possível experimentar uma dessas.
Quando for será 100% aço cromoly, 100% rígida e 100% 29er.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tall bikes??!!!


Os americanos estão sempre a inventar, é uma das coisas boas que têm.
Já tinha visto estas bicicletas na cidade agora nos trilhos é que ainda não.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As voltas da semana passada

Segunda Feira, dia de feriado.
Um dia depois de um fim de semana mais intenso que o habitual. Foram 130 no Sábado e 50 no Domingo. Não é muito, mas eu não costumo andar assim tanto dois dias seguidos, portanto, já qualquer coisa. Hoje tentei fazer o que se deve realmente fazer, uma volta curta, sem mudanças pesadas, rolar, deixar os pés irem atrás dos pedais, descansar!
Foi o que fiz e no final senti que as pernas gostaram.
Terça-Feira, não andei.
Quarta-Feira
Dia de chuva, mas como não esta a chover ao ao final da tarde, fui ter com o António para mais uma voltinha. Desta vez para subir até ao Juncal e voltar. Foi então que a chuva resolveu aparecer. E que chuva!!! Foi a minha estreia de chuva em bicicleta de estrada, não caí! Também as descidas forem feitas devagar, pois, para além da forte chuva, era de noite e as lentes molhadas e e embaciadas não deixavam ver grande coisa!!!
Quinta-Feira, tornei a não andar.
Sexta-Feira
Saí de casa, para ir até à Nazaré, mas logo à saída da Marinha Grande aparece um outro ciclista, começamos a falar e acabamos por fazer a volta juntos.
Afinal o meu colega de volta era o Nuno Silva, que conta com alguns podiums, em XC, maratonas e resistências.Resultado, acabei por fazer os 40kms a uma média de 143 bpm e numa hora e 25 minutos, andei 40 minutos acimam dos 160 bpm. O que até foi bom, treinar com mais pessoal tem-me ajudado a melhorar (espero eu) a velocidade e manter o ritmo mais alto. Já para não falar do gozo que é rolar com mais pessoal e partilhar as nossas experiências.
Sábado,
Saio de casa com o objectivo de rolar sem grandes esforços, partí em direcção a Vieira de Leiria. Paro numa estação de serviço para o meu café habitual e quando estou a sair passa um grupo de ciclistas, alguém chama o meu nome e lá fui eu atrás deles!
Esta coisa das bicicletas de estrada tem realmente os seus pontos fortes, uma delas é sair e encontrarmos quase sempre mais um colega de volta!!! Neste caso eram uns 7 ou 8! No grupo estava o Nuno Silva que tinha conhecido no dia anterior, o Ricardo Figueiredo, o Sérgio e o Jorge Valente, que vão fazer equipa no GeoRaid "Os manos Valentes". Felizmente para mim estavam num daqueles treinos que antecedem o Domingo que serve mais para a "brincadeira", por isso deu para os acompanhar. Depois de uma paragem para comer qualquer coisa seguimos até São Pedro de Moel. Aqui virei para a Marinha Grande, e eles seguiram até à Nazaré. O meus últimos 7 kms foram feitos na pedaleira pequena sem nenhum esforço.
Dizem que o descanso e a recuperação é tão importante como o treino, portanto estou a focar mais esse aspecto.
Domingo
Saio de casa ás 2 da tarde, depois de comer um pão com marmelada, em direcção ao mar de São Pedro de Moel, mais uma vez, tentei fazer as coisas como devem de ser e os primeiros 10 minutos foram feitos na pedaleira pequena para aquecer as pernas sem grandes pressões a frio. Chegado ao Sitio da Nazaré, desci até ao Farol, ia caíndo umas duas vezes com o habitual vento norte. Depois de passar a Nazaré fui para a subida da Cela, depois de Alcobaça subi para Aljubarrota, Juncal e Montes. Em Alpedriz tive a companhia de um colega do Clube BTT do Juncal (vamos estar na maratona do Festival Bike com 18 colegas)!!!
Ao chegar à Marinha Grande, pedalei mais 10 minutos bem devagarinho. Forma 95 kms feitos com uma média de 140 bpm e 50 minutos a acima dos 160 bpm.
Está na hora de dar um carinho à Gary Fisher, lavar, lubrificar e dar uma volta para ver se está tudo bem!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

24 Horas de Moab 2009 - A última prova de Chris


No próximo fim de semana serão as 24 Horas de Moab no Utah.
Se me perguntarem qual a prova de 24 horas que mais gostaria de fazer direi que é esta, sem nenhuma hesitação!

Cada volta tem 23 kms, como é num deserto, tem muita areia, algumas descidas são em pedra e por ser em Outubro já há muito frio, portanto a neve poderá também estar presente. Por todas estas características, esta é a rainha das provas de 24 Horas nos EUA.

Como a organização disponibiliza as classificações em tempo real na net irei ao longo do fim de semana acompanhar o decorrer da prova.A edição deste ano irá ser especial pois, Chris Eatough (site oficial) da equipa TREK, escolheu esta prova para terminar a sua carreira como profissional.

"t's still hard to believe that my last race as a full time professional is right around the corner, but I'm trying to get used to the idea.
I've been totally engrossed in mountain bike racing for the last 10 years, obsessing over training, equipment, nutrition and promoting my sponsors. I have the feeling that my mind is going to stay on that path for a little while, even after my last race. It's not going to go away with the flick of a switch. I might subconsciously continue to prepare for races that don't exist!
It's not like my retirement race is a cruise in the park either. The 24 Hours of Moab has become the premier 24 Hour race in the country, and probably the world. The level of competition is higher than ever, and there will be no favors given. I wouldn't want it any other way!
I think for the most part my natural race/survival instinct will be in tact. My mind and body will fall into it's familiar rhythms of concentration and efficiency, but I'm sure there will be some moments of reflection during the 24 hour period. I know my thoughts about my racing career will always focus on the people that I have shared the fantastic experiences with. My pit crews, my competitors, my family. The thousands of miles of racing all blur together, but the nervous handshake with a rival on the start line, and the welcoming embrace of my family and friends at the finish are as clear and vivid as ever.

I must admit, I'm looking forward to a new chapter in my life, and that's why I know this is the right time for transition. Of course, I'll always be a mountain biker, and I'll still jump in a race from time to time, but they'll probably be a bit shorter than the one I'm doing next week." Chris Eatough sobre as 24 horas de Moab 2009

Chris foi a figura principal de um filme que poderei dizer que está na lista dos filmes da minha vida, 24 SOLO. Foi este filme que levou a participar na minha primeira prova de 24 Horas em 2008 em Lisboa. Portanto tenho um especial interesse em acompanhar a sua prova.
Site oficial da prova Granny Gears.
Fotos desta prova aqui, grande reportagem e vídeo aqui.

Actualização:
Twitter : @TrekMTB: Oh no... Sounds like eatough has the H1N1. More to come...


Parece que afinal não vai participar na prova...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bicla com 100 anos VS Specialized de Carbono


A corrida propriamente dia é no minuto 3:00. Quem entender o que eles estão a dizer está à vontade para traduzir.
Bem, não há muito para acrescentar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As minhas últimas pedaladas

Nas últimas semanas tenho andado mais a fazer estrada, principalmente ao fim do dia com o meu parceiro para o Geo-Raid, o António.
Na Segunda feira logo de manhã, meti a bicicleta no rolo e rolei... 45 minutos mais ou menos lentos a recuperar da volta do domingo.
Na terça-feira juntamo-nos ao grupo da estrada para fazermos 1:40 em que o coração subiu até aos 178 bpm. Foram feitos alguns sprints, desta vez tentei acompanhar alguns. Num deles, depois de me calhar ir à frente (não posso ir sempre à boleia), lá tentei arrancar, como era de noite, já tínhamos as luzes ligadas. Posso dizer que adorei ver a sombra das bicicletas para um lado para o outro a ver quem conseguia ganhar o sprint!!! Não consegui ganha-lo, uma mudança leve de mais fez-me pedalar que nem um doido!!!
Na quinta-feira, lá estávamos nós batidos, mais estrada, desta vez partimos em direcção ao Juncal e aos Montes. Não me estava a sentir a 100%, mas lá fui. Era para fazer algumas subidas, quando a inclinação começava, lá tentava eu manter-me junto dos primeiros, como havia jogo do Benfica, o grupo resumiu-se a 6 elementos, portanto, o que eu tentei mesmo foi ver se me aguentava no grupo... Cada vez que tentava sair atrás de alguém até aguentava, mas depois, em vez de conseguir manter, tinha que abrandar e pumba, já estava na cauda do grupo... A chegar à rotunda da Zona industrial de Pataias calhou-me seguir na dianteira... Vínhamos a 33/35 kms/h e a subir.. Ainda aguentei-me assim uns 3 ou 4 minutos, o coração sempre a 175/179bpm. Depois de me passarem, já não consegui agarrar-me a ninguém. A subida tornou-se mais pronunciada e o máximo que consegui foi mantê-los à vista!!! Mas foram porreiros, esperaram por mim e lá me deixaram apanha-los em Pataias, meti-me no meu lugar e fui na cauda o resto da volta. Foram 2 horas de treino com 30 minutos acima dos 160 bpm.
Sábado, fui com o António e o Miguel até à Figueira da Foz.
O GeoRaid é dentro de duas semanas, e quisemos simular dois dias seguidos de bicicleta. Se António já está habituado a saídas de vários dias seguidos, eu nem por isso, já fiz provas de 24 horas mas não é bem a mesma coisa. Ás 9:45 lá partimos nós, uns atrás dos outros, chegamos a rolar a 40kms/h!!! Como a minha reserva de bebidas e barras energéticas está esgotada, o regresso foi um pouco mais difícil, terminamos com uma média de 29 km/h e 127 kms feitos. Gostei, já há muito tempo que queria ir até Figueira da Foz. Para a próxima talvez um almoço em Peniche...
No Domingo, voltei a andar na Gary Fisher, que saudades de andar nas pedras, buracos e de sentir a bicla a derrapar!!! Fomos fazer umas subidas para o lado das Cortes em Leiria. Começamos por fazer o track da Maratona do Centro, enganamo-nos de propósito e fizemos a subir alguns trilhos em Curvachia, claro que depois fomos desce-los novamente, pois é assim que eles devem ser feitos. Seguimos para o momento mais alto da volta, a subida até ás antenas na Senhora do Monte. Pôr a bicicleta em andamento foi dificil, tal era a inclinação... Manter uma cadência certa sem estar constantemente a mudar de velocidades, foi o conselho do António. Nem sempre consegui respeita-lo mas lá chegamos ao cimo do monte.
Senti-me cansado mas acho que foi do calor e da falta da bebida energética, só em situações mais extremas é que notamos a sua falta, como tinha feito 127 kms no dia anterior e estava muito calor, fui-me abaixo. Depois de bebermos uma coca-cola, iniciamos a nossa volta de regresso, a 30/35kms/hora em estrada... Ficou por fazer mais uma subida daquelas valentes, mas não somos profissionais e o nosso treino é basicamente para aguentar o GeoRaid sem sofrer muito. Quer dizer, sei que vou sofrer, mas não quero é ficar completamente de rastos. Dá para entender?
Ontem, dia de feriado, tentei respeitar o melhor que podia o que se deve fazer num treino de recuperação. Ás 8:30 fui a São Pedro de Moel. Não meti a talega uma única vez e deixei-me andar sem meter pressão nenhuma nas pernas. Sempre levezinho a não ser na subida para as piscinas, 34x25 feita ora em pé ora sentado. A estrada como estava húmida o pneu derrapou um pouco. A volta deu também para começar-me a habituar a rolar com a bicicleta de estrada em piso molhado. Estou com algum receio em pedalar com chuva, uma coisa e certa, não vou poder encontrar muitas subidas, pelo menos com os pneus que tenho.
O GeoRaid é dentro de 2 semanas!!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tour de France - Os apanhados!

E se numa volta solitária, num belo domingo de manhã, depois de fazermos mais uma daquelas subidas acontece-nos isto!!!

Isto é definitivamente um dos vídeo mais engraçados que já vi envolvendo bicicletas. Reimi Gallard é quem está por de trás dos vídeos do site nimportequi.com.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

29ers...

...são pastelonas, não gostam de percursos técnicos, pesam mais...

TRETAS!!!

Experimentem uma e depois falamos.

Vídeo apresentado pelo Macrobiotico.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tour des Grottes - Versão longa



Faltam três semanas para o Geo-Raid Terras de Xisto tenho treinado durante a semana mas para uma prova tão difícil impunha-se um treino mais pesadinho. Habitualmente saio de casa sem uma grande ideia da volta que irei dar, mas desta vez sabia bem qual seria o objectivo, volta longa com o maior número de subidas possiveis!
Ás 10:20 estava na rua, depois de um café numas bombas de gasolina, fiz-me à estrada.
Logo à saida da Marinha Grande cruzei-me com o Quim e outro colega do Clube BTT do Juncal, vamos à conversa durante algum tempo, mas param na Moita para um lanche.
Sigo para a Nazaré, muitos ciclistas e bttistas na estrada. Cada vez há mais pessoal a pedalar, que bom! Já na Nazaré não resisto e tenho que passar pela marginal para ver o mar. Estava calmo, melhor do que em muitos dias de Agosto!
Nazaré fica para trás, viro para a subida de Cela, são 3 ou 4 quilómetros de subida, que se for feita com alguma intensidade vai doer. Meto o prato 50 e duas abaixo da mais leve na cassete, até meto o pulsometro a contar o tempo, mas a 700 metros do fim da subida, vejo o chão sujo, olho para a árvore que esta em cima e vejo que é uma figueira!!! Ainda por cima de figos pretos. Mandei lixar a contagem do tempo e parei. Comi uns 10 figos, eram pequenos mas bastante saborosos.
Em Alcobaça, cruzo-me com um colega de pedaladas, é o Gualdino e o seus colegas, são 12:20 a volta deles está a terminar. Subi para Aljubarrota, parei nas bombas do David, colega do CBTT do Juncal, enquanto conversamos, como metade do pão com marmelada.
De volta ao asfalto, sigo em direcção à Batalha, para fazer a subida para Fátima. Uma coisa boa das subidas mais duras é que depois, apesar de continuarmos a subir, por vezes apanhamos uma subida ligeiramente menos inclinada, que, se não metermos uma velocidade mais pesada e continuarmos com uma relação leve, nos deixa descansar! Na rotunda do café Kanguro viro para a direita em direcção a São Mamede, Pia do Urso, Minde. Chego a um cruzamento, tenho que decidir entre Minde e Mira D'Aire. Virei para Minde. Esta estrada não tem nada de especial, mas gostei bastante, é estreita, isolada e o asfalto é bom.
Mais umas pedaladas e já estou perto. No final da subida vemos a autoestrada A1 do lado esquerdo, em frente a subida para a Serra de Santo António e lá em baixo Minde. Vinha a fazer conta como supermercado do Minipreço no qual tinha parado numa das minhas voltas por aqui, quando lá chego estava fechado!!! Bolas, queria uma bebida isotónica, uma cola e alguma coisa para comer. Paciência, nas bombas de gasolina logo ali ao lado comprei uma Coca-cola. bebi um pouco e guardei a garrafa, tinha que fazer mais alguma coisa para beber o que faltava!

De volta à estrada olho em frente, a serra vista de Minde parece enorme (e é!). Tenho que relativizar, não vale a pena pensar em tudo o que falta subir, ironicamente o acesso à subida inicia-se com uma subida.
Não vale a pena estar a brincar com as mudanças, 34x25 e rabo no ar. O calor no asfalto e a força que é necessária para meter a bicicleta em movimento fazem o pneu de trás chiar a cada pedalada, como é que será fazer esta subida com chuva??? O inicio da subida custa bastante, a certa altura, apesar de continuar a subir esta deixa de ser tão inclinada, quase que dá para descansar. Depois da curva em cotovelo mais uma recta de 1 km? Agora já não há árvores por isso encosto-me ao lado esquerdo da estrada, pelo menos as pernas apanham sombra. Vou alternando a posição ora sentado ora em pé. Minde está lá em baixo. Hora de beber a Coca-cola e o resto do pão com marmelada, já trabalhei para o lanche! Agora é descer qualquer coisa e tornar a subir para as grutas de Santo António. Sigo para Alvados.
Em Porto de Mós apanho o Minipreço aberto. Abasteci-me com1 Powerade, 1 Red Bull marca Minipreço (0,39€) e 1 pacote de tiras de milho (estava a precisar de sal). Quando vou para meter novamente o capacete vejo que tenho um penteado espectacular, uma crista perfeita, pareço mesmo um galo (que figurinha...)
Bem, não há muito mais para contar, Juncal, Montes, Pataias e Marinha Grande. Aqui parei logo no McDonalds afinal eram 17:30 e não tinha almoçado. Depois de lavar a cara e os óculos, ataquei um CBO umas batatas e uma bela cerveja. Não será a melhor alimentação para recuperar, mas ninguém é perfeito.
O caminho até casa foi feito devagar. Depois de um banho ainda deu para ir ver as nuvens e o mar.
Tenho 3 espaçadores no avanço, estava a andar com dois em baixo e um em cima, na semana passada passei o terceiro para baixo. Não me estava a dar problemas, mas com vento meto as mãos nos drops e acabo por ficar com dores no pescoço, no final desta volta não tinha dores nenhumas.
O conta-quilómetros está sem pilhas, é uma pena estava a adorar a informação da cadência, na verdade é isso que sinto mais falta. É sempre bom saber quantos Kms já fizemos, mas normalmente sempre que ando evito saber o que já fiz. No passado dava alguam atenção a isto mas depois verificava que faltava sempre muito ou então as centenas de metros demoravam tempo de mais a passar no mostrador. Na Gary Fisher, depois de ter perdido o sensor nas 24 horas de Lisboa nem me preocupei em comprar outro. As voltas são todas registadas, mas em horas.

O que levei comigo:
1 bidon com água 500ml
1 bidon com Isostar Long Energy 750ml
1 pão de mistura com marmelada
2 bananas
1 barra energética, EAFIT

O que comprei durante a volta:
1 Coca-cola 500 ml
1 Powerade 500 ml
1 lata tipo Redbull Minipreço
1 Hamburger CBO+ batatas fritas+ ketchup
1 Cerveja

Os dados da volta:
- 144kms, velocidade média 20 km/h
- Acumulado de subidas de 1357 metros (pensei que fosse mais)
- Acumulado de descida 1362mt

O Coração:
Tempo real: 7:30 Tempo de treino 6:25, 143 bpm md, 175 bpm mx, 4417 kcal, 2 horas acima dos 160 bpm

sábado, 26 de setembro de 2009

Revista sobre treinos.



Finalmente uma revista que se dedica exclusivamente à preparação fisica e treinos para os ciclistas.
Apesar de se dedicar ao ciclismo, muitos dos principios aplicam-se também ao BTT. A revista é francesa e chama-se Cyclo Coach.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hoje estive com os ciclistas!



Ontem o António, enviou-me uma mensagem  a perguntar se queria dar uma volta com o pessoal de estrada da Marinha Grande, claro que aceitei.6:30, estávamos no ponto de encontro e lá fomos nós.
Que grande gozo!!!
Ainda bem que tenho treinado com o António, pois deu para me sentir mais á vontade para andar na roda, ainda assim tive que me concentrar bem, pois tinha uma roda para seguir, mas também tinha pessoal do lado esquerdo, do lado direito e atrás. Portanto, qualquer  movimento brusco poderia causar um acidente... Mas não pensei muito nisso, pensei mais nos Tour e nas Vueltas, pareceia mesmo que estava dentro de uma provas dessas.
De vez em quando, lá havia uma fuga e lá tentavamos segui-lo. Isto repetiu-se algumas vezes, que curte!! Mais uma vez, o meu imaginário remeteu-me para as fugas da Volta à França. Acompanhei algumas dessas fugas até ficar sem folgo, depois foi recuperar e ficar à espera da próxima, na última fuga nem tentei acompanhar...
No final, tinha feito uma média de 145 bpm, máximo 179 bpm, 40 minutos acima das 160 bpm.
Gostei bastante tenho que repetir!!!
O Antonio já publicou o post do nosso dia de reconhecimento para o GeoRaid. vejam aqui.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Muitos quilómetros, muitas horas, porquê?





Será que vão à procura de alguma que lhes falta?  Tal como é referido no trailler, Lance Armstrong diz que uma atleta de endurance é alguém que foge de alguma coisa que tem dentro dele.
Este é um tema, poderá ser estudado pelos sociologos e psicologos. O que é que tem levado ao aparecimento de tantas provas de longa distância? O que é que tem levado à participação de tantas pessoas nas provas de 24 horas de BTT, nas Ultras de 100 kms das corrida a pé?
Alguns chegam à conclusão que não é a casa com mais quartos, o carro com mais cavalos, não é as férias no Brasil,  que os satisfaz. Tem que haver algo mais recompensador, mais tangível, mais quantificável, mais isto mais aquilo...Não quero ter o mesmo objectivo que o resto do mundo, a resposta não está aí ! Tem que haver algo mais do que uma casa, um carro umas férias.


Quem participa nestas provas tem uma razão pessoal que o empurra para a frente que o faz pedalar, correr, nadar, andar, seja o que for que o faça meter um pé à frente do outro. Num mundo em que tudo parece complicado e inatingível, a determinada altura paramos, questionamos o que estamos a fazer e o que realmente nos faz sentir bem. 

O que é que posso fazer para que me sinta capaz, de ganhar animo e enfrentar o dia-a-dia? 

Na verdade não acho que haja algo de glorioso nas pessoas que fazem isto, talvez Lance tenha razão, fogem de alguma coisa. Ou será que estão a correr para a frente? À procura da resposta para a pergunta, que também não sabem bem qual é?

Quem faz estas provas são pessoas com alguns anos de vida, normalmente acima dos 30 e muitos acima dos 40, 50,60... Muitos com algumas algumas tareias da vida nas costas. Coisas que fizeram e não deviam ter feito, outros coisas que não fizeram e queriam ter feito.
Isto (Endurance), é um modo de tentar lidar com isso. Talvez pareça mais uma  autopunição, mais ocidentalizada, mais aceitável, mais aparente aceitável.
Seja lá qual seja a razão quem faz isto, está a fazer algo, está-se a mexer e isso é bom sabe bem, é aquela dor boa...

2º Raid BTT Juncal foi hoje





Tirei centenas de fotos, Aqui estão!. 
O rescaldo no Forum BTT.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quase que tenho vergonha...

...de andar numa bicicleta de estrada.


Um desporto que podia ser conhecido pelo esforço e sacrificio.
Um desporto que podia ser conhecido pela dor.
Um desporto que podia ser conhecido pelo lado ser ecológico e saudável.
Afinal é conhecido por ser o desporto com intrujões,e capazes de irem ao podium, dar entrevistas e no final do dia deitarem-se descansadinhos...
Não digam que é a equipa que obriga, podem sempre sair.
Mais aqui .

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Bicycle Dreams, mais um filme a ver

 


Talvez apareça no cartaz do BFF do próximo ano, este filme de Stephen Auerbach deve ser fantástico já recebeu uma série de prémios. É sobre a RAAM - Race Across América.

Porque é pedalas?